Posted by: guyveloso | 18 de November de 2013

Texto de Marco Antonio Portela (Port/engl)

Port/engl

CAMADAS

Imagens onde a técnica, mesmo muito presente, se dilui deixando o sensível se apresentar com toda sua força. Exercício de imagética carregado de subdivisões, a obra de Guy, lembra uma cebola, repleta de camadas, uma fotografia onde o mais instigante e valioso está em camadas inferiores, invisíveis a uma primeira sacada apresada e ansiosa, uma obra para corações calmos, fortes, e olhos atentos que permitam um contato com o que está dentro da foto, deixando o epitélio da imagem somente como figura de convite, que nos convidam de forma muito convincente.

Para indagações feitas por aficionados na técnica e no ato fotográfico, Guy responde que a liberdade de criação em comunhão com a poética, se fazem mais necessárias e guiam quase instintivamente o olhar e o dedo no disparador do aparato fotográfico. Com isso, dúvidas referentes a como essas imagens são realizadas perdem força; elas na verdade surgem, são encontradas num mergulho profundo do artista em seu objeto de estudo imagético. Óbvio que o artista não é um aventureiro, se preparou bastante no decorrer de sua vida profissional, mas nada disso prescindível de coração e alma.

O artista e sua criação estão tão intimamente amalgamados, que é impossível não sentir a força do material imagético que nos é presenteado. Não é sem sentido que Guy Veloso se torna, ele próprio, um penitente. E sangra; está há cerca de dez anos sangrando, para que conectemos, todos nós, com a delícia da diversidade humana. Desculpe o deslize antropofágico e/ou vampiresco, mas continue sangrando e nos alimentando de imagens, poesias e vida!

Marco Portela, fotógrafo e curador.

documentary photo brazil

Guy Veloso. Projeto Penitentes. 29a Bienal de SP. Juazeiro-Bahia, 2005. Slide.

LAYERS

Images where the technique, even this much, dissolves, allowing the sensitive to show with all its strength. Imagery implement full of subdivisions, the work of Guy Veloso recalls an onion, layers filled with a picture where the most exciting and valuable is in the lower layers, invisible to the first blink, a work for easy and strong heart, and watchful eye that allows contact with what is inside the photo, turning the epithelium of the image into a figure of invitation, inviting us very convincingly.

For questions asked by fans of technique and photographic act, Veloso replies that creative freedom in communion with the poetic form is most needed to guide almost instinctively the look and the finger on the trigger of the photographic apparatus. Thus, questions regarding how these images are performed lose strength; they actually arise, are found in a deep dive of the artist in his object of imagery study. Obvious that the artist is not an adventurer, he is very prepared in the course of his professional life, but nothing dispenses heart and soul.  

 The artist and his creation are so closely amalgamated, it is impossible not to feel the strength of the imagery that is presented. There is not without sense that Guy Veloso becomes, himself, a penitent. And bleed, there are about ten years bleeding for us to connect all of us, to the delight of human diversity. Sorry a slipping anthropophagic and/or ghoulish, but still bleeding and feeding us of images, poetry and life!

 Marco Antonio Portela, photographer and curator

 

 


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