Posted by: guyveloso | 17 de August de 2015

Críticas / Critics (port/engl). guyveloso@hotmail.com

Série Penitentes (29a Bienal de SP). Guy Veloso

Guy Veloso. Série “Penitentes”. Juazeiro-Bahia, 2014. Digital.

English above

Já não é o corpo tomado, mas o próprio corpus de imagens que se transfigura em olhar. Daí, a experiência da arte de Veloso ser o encontro com um corpus em êxtase – Paulo Herkenhoff. Texto do catálogo da mostra Pororoca, MAR-Museu de Arte do Rio, 2014.

Fica transparente esta relação ambígua entre o que é devoção e o que é violência – Moacir Dos Anjos, curador, programa Artes Visuais Brasil, SESC TV, 2011.

A obra de Guy Veloso prima pelo trabalho com a luz. (…) Suas fotografias exploram gestos e feições limítrofes, muito próximas do esgotamento físico, da dor, do delírio e da paixão – Paulo Miyada, curador, texto da mostra “É preciso confrontar as imagens vagas com os gestos claros”, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo-SP, setembro de 2012). Leia texto na íntegra.

Este ano Arte Pará homenageia o artista Guy Veloso com sua obra dedicada aos encontros da fé. Sua câmera é tenaz na busca por imagens da rica diversidade religiosa brasileira das diferenças e as convergências. Um tempo de insidiosa intolerância das doutrinas fundamentalistas no Brasil e no mundo, Guy Veloso aposta na arte como lugar como lugar de diálogo e de entendimento para a construção do respeito devido por todos a cada um. Nessa compreenção podem estar soluções para a humanidade” – Paulo Herkenhoff, texto curatorial, Arte Pará 2014 (artista homenageado).

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Guy Veloso. Série “Penitentes”. Ritual de autoflagelação, zona rural de Juazeiro-Bahia, 2014. Digital.

A fotografia de Guy Veloso desdobra-se em ângulos de captura da cena de exercício da fé. O conjunto transita entre a interioriridade do ser, o êxtase e o corpo em estado de  sublimação. Se é possível rezar sem entender as palavras (Derrida), em Veloso o espectador, não importa sua religião, comunga dos momentos de encontro com o sagrado. Contra as primazias e fundamentalismos religiosos, o artista aponta para a etimologia da palavra religião e a ideia de “religar” os homens acima de seus conflitos – Paulo Herkenhoff, catálogo 31º Arte Pará/2012 (artista convidado).

É impossível não intuir o cheiro da poeira e da terra pisadas pela multidão, o clamor de benditos e ladainhas elevando-se das imagens dramáticas e sofridas. (…) É o retrato granulado de uma redenção que não se consuma, de um Purgatório que continua ardendo, de um fim dos tempos que não se acaba – José de Souza Martins, sociólogo, Zum – Revista de Fotografia, Instituto Moreira Salles, 2012. Leia texto na íntegra.

As fotografias de Guy Veloso situam-se nesse universo no qual se interpõe invisíveis imagens e a estética por ele proposta se faz reconhecer – Marisa Mokarzel, curadora. Leia texto na íntegra.

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Guy Veloso. Série “Penitentes”. Ouro Preto-MG, 2010. Diapositivo.

Guy Veloso apresenta as suas fotografias de fé. Não uma fé dogmática ou sistemática, mas a que transparece em imagens surreais e fascinam pelo desconforto que nos causam – Simonetta Persichetti, O Estado de São Paulo, 20.09.2010.

Guy Veloso faz o trânsito entre fotografia documental clássica e ‘documental imaginário’. É uma nova força da fotografia documental brasileira que começa a despontar para o mundo – Eder Chiodetto, curador e fotógrafo, Revista Photo Magazine, no.41, 2012.

As imagens de Guy Veloso surpreendem pelo non sense, pelo surreal, pela completa dissonância entre o mundo real e o outro mundo – Rubens Fernandes Júnior, curador.

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Guy Veloso. Série “Penitentes”. Juazeiro-Bahia, 2014. Digital.

Interessante um certo desconforto, um certo estranhamento que  provocam – Paulo Máttar, artista plástico e curador.

Veloso nos conduz por um país estranho, fascinante e sensual – Orlando Maneschy, fotógrafo e pesquisador.

A fotografia de Guy Veloso nasce de sua discrição em infiltrar-se e cultivar intimidades – Catálogo da 29ª Bienal de São Paulo/2010. Leia texto na íntegra.

Penitentes de Guy Veloso reúne imagens com uma força que transcende a fotografia –Revista ARTE!Brasileiros, no. 07, Guia da Bienal, 2010.

Há uma ambiguidade de sentido na representação dos homens encapuzados quando comparados aos violentos Ku-Klux-Klan, ao emblemático Chador das mulheres muçulmanas e aos sequestradores contemporâneos que evocam o clima de insegurança tão presente no mundo globalizado – Angela Magalhães e Nadja Peregrino, curadoras (texto do catálogo da mostra Un Certain Brasil, Pinghyao Festival, China, 2010).

Transladação, procissão noturna na véspera do Círio de Nazaré, Belém-Pará. Diapositivo (analógico).

Guy Veloso. Série “Êxtase”. Trasladação do Círio de Nazaré, Belém-Pa, 2010. Slide.

As cenas existem, mas a imagem, a estética é própria de Guy Veloso que potencializa o real lançando-o no limite do medo – Marisa Mokarzel, curadora.

A tessitura da imagem e sua força poética não só registraram, transformaram o momento em um puctum, conceito de Roland Barthes, perfeitamente aplicável nos ensaios de Guy Veloso: cada leitor verá uma centelha de luz, cada leitor destacará um fragmento das indumentárias, cada leitor  tomará para si a fotografia da forma que desejar – Michel Pinho, historiador e fotógrafo.

É neste universo múltiplo e complexo que Guy lança um olhar que vai além das características de cada religião presentes na vida cotidiana dos brasileiros – Joana Mazza, curadora.

Guy Veloso mergulha na alquimia e na espiritualidade para representar um nível de conhecimento mais sutil. Ele torna o invisível visível – Claudia Buzzetti, curadora e Patricia Gouvêa, curadora e fotógrafa, texto da exposição Alquimia, 2010.

No Vale do Amanhecer, fiéis se vestem como reis e rainhas. Guy Veloso extrai dessa devoção alegórica um preto e branco faiscante, luz que estoura os limites da fotografia e parece descascar a película até o pó de prata. Veloso registrou homens e mulheres de um dos templos da doutrina. Olhos abertos formam um contraponto entre a crueza da fotografia e a teatralidade barroca da comunidade religiosa. São olhares em êxtase que ultrapassam os limites desse claro-escuro, numa vertigem quase colorida – Silas Martí, Sobre a 18ª edição da Coleção Pirelli-MASP, Jornal Folha de São Paulo, 2010.

A arte de Guy Veloso está em retransmitir sinais febris de uma horda encantada com a fé. É um documento de sua alma incansável e humanista em nos brindar nessa itinerância militante da fé – Walter Firmo, fotógrafo.

O primeiro passo para fotografar um tema complexo como o das seitas religiosas é não ter seus dogmas e crenças próprias como um parâmetro para julgar a fé alheia. Só assim o fotógrafo estará apto a perceber as sutilezas ocultas nas diversas camadas simbólicas de uma crença. Guy Veloso se manteve nessa busca por mais de uma década até seus registros romperem com o padrão clássico do documentarismo para mergulhar numa estética renovada, na qual ele nos coloca em contato com uma nova ordem de dimensões. As imagens se tornam, assim, orgânicas. É como se não estivéssemos mais vendo fotografias ‘sobre’ algo mas a coisa em si. Por vezes é necessário experimentar, expandir a linguagem, romper com os manuais, para que o realismo irrompa com maior contundência – Eder Chiodetto, curador e fotógrafo, livro “Geração 00 – A Nova Fotografia Brasileira”, 2013.

Expoente do movimento testemunhal do Brasil, a obra de Guy Veloso resgata boa parte daquelas questões que fazem a identidade dos povos da América Latina. Na Argentina começou a ser conhecido por sua inclusão mostra “Imagens deste lado do Mundo” para a Red Cultural del Mercosul em 2007. Guy se integra a nova geração de autores testemunhais brasileiros seduzidos pela idéia de levar adiante um registro subjetivo e comprometido com um dos aspectos mais relevantes da cultura brasileira e, por extensão, a latino-americana, que se refere às práticas religiosas populares. Isto o conduziu a ser reconhecido em seu país e no exterior, com uma obra sólida, reveladora e com grandes valores estéticos – Revista Fotomundo, Argentina, 2008.

 Imagens onde a técnica, mesmo muito presente, se dilui deixando o sensível se apresentar com toda sua força. Exercício de imagética carregado de subdivisões, a obra de Guy, lembra uma cebola, repleta de camadas, uma fotografia onde o mais instigante e valioso está em camadas inferiores, invisíveis a uma primeira sacada apresada e ansiosa, uma obra para corações calmos, fortes, e olhos atentos que permitam um contato com o que está dentro da foto, deixando o epitélio da imagem somente como figura de convite, que nos convidam de forma muito convincente – Marco Antonio Portela, fotógrafo e curador.  Texto na íntegra.

A fotografia de Guy Veloso possui uma relação direta com a performance. Mesmo que intimamente empenhados em seu ritual, há um quê de performático nestes homens e mulheres amortalhados, um desejo de exteriorizar formalmente sua crença. A metáfora do transe da fé de Veloso, faz uso da atividade do olhar como representação dos movimentos do mundo, enfatizando que o fotógrafo também pode vir a ser um performer a partir do momento em que seu ato artístico penetra na intimidade dos crentes e se junta a eles em um só cortejo, literal e  simbolicamente, resultando em imagens repletas de significados e representações – Cinthya Marques, graduada em artes visuais e pesquisadora, sobre “Penitentes”.

O fotógrafo parece ser parte da situação, sem lançar um olhar estrangeiro sobre ela. Cores, contrastes e pontos desfocados evidenciam o aspecto imaginário da festa (Candomblé) – Jornal O Globo, 23.07.2012.

Mostra o candomblé com representações orgânicas, instáveis e cheias de movimento, como quem observa de dentro do acontecimento – Eder Chiodetto, curador, Jornal O Globo, 23.07.2012.

Seu propósito certamente não é desvelar o oculto, é fazer com que penetremos caminhos que tantos fizeram antes de nós – Armando Queiroz, artista plástico e curador, texto da exposição Êxtase, 2012. Texto na íntegra. 

Qual a fronteira entre a fotografia documental e a artística? Com Robert Capa, já não se podia traçar a linha, e com Guy Veloso também não é simples. No entanto, recentemente, o trabalho do paraense foi vetado por um importante site por supostamente não se tratar de arte. Seu apuro formal, as cores febris e o enquadramento dramático realçam a expressão, mais do que a informação, mas nem por isso convenceu a todos os críticos. Podemos inferir que tal rejeição se deva ao fato de Guy Veloso aparentemente aderir à religiosidade que retrata, em vez de analisá-la com olhar crítico. O transe fotográfico de Veloso concilia-se com o transe religioso, levantando uma questão que não é apenas teológica. A arte deve nos convidar a um estado de enlevo, como o frenesi do fiéis, ou a um olhar reflexivo, de uma distância estratégica? Ou, talvez, ambos, simultaneamente? – Rafael Campos Rocha, Revista DAS ARTES, Ed. Outubro de 2010.

Guy Veloso talvez tenha deixado a fotografia. Ou talvez tenha ido buscá-la em outras formas de encarnação, em manifestações mais sincréticas, mais impuras, como tantas entidades sagradas – Ronaldo Entler, crítico e escritor (sobre a instalação “Mortalhas”).

A fotografia aqui atende a duas premissas muito caras à produção contemporânea: o poético e a documentação. Seu discurso imagético é uma navegação por manifestações populares do Brasil profundo – Michel Pinho, historiador e fotógrafo. Leia texto na íntegra.

Em Veloso, vemos como, através do corpo, instaura-se a presença de vibrações intensivas intempostíveis, a partir da devoção e da crença religiosa – Isabel Diegues, no livro Outras Fotografias na Arte Brasileira Séc. XXI, editora Cobogó, 2015.

O transe, o movimento do corpo, a movimentação do grupo de onde a cena emerge e, rapidamente imerge, o ato social. Tudo é motivo de atenta investigação que ultrapassa o mero documentar – Armando Queiroz, curador-assistente do 33º Arte Pará (sobre mostra “Entre dois mundos: Pierre Fatumbi Verger e Guy Veloso”). Leia texto na íntegra.

A palavra religião vem do verbo latino religare, que significa religar os homens. Então se essa palavra, se essa força, se essa junção, se essa crença que é a fé pode trazer paz às pessoas, que voltemos à sua origem etimologia no sentido de conectar, e não de separar as pessoas. E ao mesmo tempo insistir que todos devemos respeitar a religião de cada um. No caso das religiões afro-brasileiras, esta violência está extremamente exacerbada, é algo que remonta a momentos obscuros da sociedade ocidental que é impor através de métodos sejam eles psíquicos, políticos, físicos etc. uma idéia sobre o outro. E ao mesmo tempo pensar que a tarefa dos que querem um mundo mais democrático é não só trazer essas religiões afrodescendentes à visibilidade, mas compreender que elas – como Verger compreendeu, como Rubens Valentim – não estão no campo do folclore, elas não estão no campo da superstição, mas elas estão no campo dos valores, os mesmos que ligam as pessoas – Paulo Herkenhoff (pronunciamento na abertura do 33ª Arte Pará, sobre Guy Veloso, artista homenageado – vídeo).

Fotografar temas complexos, como o das seitas religiosas, implica não fazer juízo de valor. Só assim o fotógrafo pode perceber as sutilezas oculta nos simbolismos de uma crença. Guy Veloso rompe o padrão clássico do documentarismo para representar o transe da fé. A experimentação leva o artista a buscar sintonia com seu referente. Ao expandir a linguagem, arriscar-se em seus limites e romper os manuais, realismo e imaginário parecem encontrar um ponto de equilíbrio da representação – Eder Chiodetto, curador, exposição Documental Imaginário, Oi Futuro, Rio de Janeiro-RJ, 2012.

(Peitentes) Ao longo do período de documentação, o fotógrafo ganhou a confiança dos adeptos, conseguindo registrar cem grupos em momentos de profunda introspecção dos devotos, em condições de luz escassa que pouco iluminam suas práticas madrugadas adentro – Rosely Nakagawa, curadora especializada em fotografia, Revista Brasileiros, 2010.

Há uma atmosfera onde as fronteiras entre o documental, real, surreal, espiritual se confundem, ou melhor: é fascinante esta fusão. Afinal como documentar o espiritual? Guy Veloso fez isso com a luz. Parecia impossível representar o pensamento, mas um dia foi feito uma escultura, assim, vejo a energia que as cores das imagens emergem – Erica Oliveira, estudante de Artes Visuais, 2014.

Guy Veloso realiza cuidadosa negociação prévia, pois só consegue fotografar sentindo-se aceito pela comunidade. Em seus trabalhos autorais utiliza apenas lentes 35mm, pois pretende chegar bem perto das pessoas envolvidas, conhecendo de maneira íntima o fato por trás da lente. Para que isso ocorra, cria um canal de negociação com os sujeitos envolvidos, estabelecendo assim nesse percurso a estética relacional – Heldilene Guerreiro Reale, Dossiê, Arte & Ensaios | revista do ppgav/eba/ufrj | n. 27 | dezembro 2013.

O fotógrafo parece ser parte da situação, sem lançar um olhar estrangeiro sobre ela. Cores, contrastes e pontos desfocados evidenciam o aspecto imaginário da festa – Audrey Furlaneto, jornal O Globo (sobre fotos de Candomblé na exposição Documental Imaginário, Oi Futuro, Rio de Janeiro-RJ), 23.07.2012.

Nos corpos performáticos, o sagrado se materializa, não importa a religião. No claro ou no escuro, há vida. E sempre a poesia, mesmo na mais perturbadora das imagens. Vejo o transe fotográfico – Tyara De La-Rocque, jornalista cultural, para a Revista Benjamim, julho de 2015.

O fotógrafo Guy Veloso, que há vários anos se dedica a registrar cultos e festividades religiosas Brasil afora, reconhece no transe uma complexidade que escapa às palavras e que, por isso mesmo, ele tenta transmitir por meio de imagens captadas em momentos de verdadeiro fervor – Jocê Rodrigues, Revista da Cultura, 10/07/2015.

Um transe entre o documental e o espiritual, onde eu me sinto em uma intimidade absurda e proibida com o outro – Ana Luiza Gomes, Blog Andarilha, 2015.

O seu olhar tem como pedestal uma forte pesquisa de cunho antropológico, de modo que esse projeto, assim como outros, nos revelam uma visualidade mais livre e transcedental. Veloso se envolve com os ritos profundamente e, portanto, consegue extrair todo potencial imagético que resulta numa representação polissêmica e mágica.

As imagens de “Penitentes” nos transportam para um universo que nos é conhecido, porém com alto grau de transfiguração. O assunto das fotografias propagam não somente corpos percorrendo as ruas, mas também nos leva a uma dimensão sobrenatural: os corpos são formas, sombras, cores e almas que nos fazem vivenciar o encontro entre a materialidade e a sublimidade religiosa, nos fazem entrar em transe.

A produção fotográfica de Guy Veloso de cunho religioso é reveladora porque nos fala sobre o Brasil, sobre o Outro. Ele instaura um diálogo e um entendimento entre as diversas diferenças religiosas brasileiras e, portanto, podemos considerar sua obra não somente um fazer artístico, mas também um fazer político” – Anna Carvalho, blog OLD.

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“It’s obvious the ambiguous relation between devotion and violence” – Moacir dos Anjos, curator, Visual Art Brasil Program, 29ª Especial Biennale of Sao Paulo, 2nd part, SESC TV, 2011.

Guy Veloso’s photograph turns into flashes angles scene for the exercise of faith. The set moves between the interior of being, the ecstasy and the body in a state of sublimation. If you can pray without understanding the words (Derrida), in Veloso, the viewer, no matter his religion, shares moments of encounter with the sacred. Against the firsts and religious fundamentalism, the artist points to the etymology of the word religion and the idea of “rewire” the men over their conflicts” – Paulo Herkenhoff

“Guy Veloso shows his photos of faith. Not a systematic or dogmatic faith, but those ones who transpire in surreal images and fascinate us by the anxiety” – Simonetta Persichetti, O Estado de São Paulo. Sep. 20th 2010.

“Guy Veloso journeys between classical documentary photography and ‘imaginary documentation’. It is a new force of Brazilian documentary photography that begins to emerge into the world” – Eder Chiodetto, curator, Photo magazine, 42, 2012.

“Guy Veloso’s photography was born of his discretion in infiltrating and cultivate intimacy. He use modest equipment, with no optimization or approximation resources of what his naked eye can capture; reserves to the possibilities of the body, its meetings, attachments, errors and wanderings, the biggest determinant of what aims to establish over the image form. In return, the artist wins naturalness and spontaneity from the people, and creates a map that alternates documentary rawness, ambiguity and fantasy (…). The images associate moments of sacrifice and pain of the people in times of worship and entertainment. As a photographer in practice, they open and demystify these hidden ideas and give in return to the public of the Biennial reflection and responsibility for any kind of stigma” – Catalogue of 29th Biennale of São Paulo.

“What is the border between documentary photography and art? With Robert Capa, one could no longer draw the line, and Guy Veloso is not that simple. However, recently, Guy’s work was prohibited by an important website for allegedly not being art. Its formal precision, febrile colors and dramatic framing enhance the expression, more than information, but not so convinced all critics. We can infer that such rejection is due to the fact that apparently Guy Veloso to join the portrayed religion, instead of analyzing it with a critical eye. Veloso’s photographic trance reconciles himself with the religious trance, raising a question that is not just theological. Art should invite us to a state of rapture, as the frenzy of the people, or to a reflective look of a strategic distance? Or perhaps both simultaneously?” – Rafael Campos Rocha, DAS ARTES Magazine, Ed. October, 2010.

“Penitentes by Guy Veloso gathers images with such strength that transcends the picture” – ARTE!Brasileiros magazine. July, 2010.

“The first step to shoot a multifaceted subject, like that of religious sects, is not to have their own dogmas and beliefs as a parameter to judge a person’s faith. This is the only the photographer will be able to understand the subtleties hidden in several symbolic layers of a belief. Guy Veloso remained in this quest for over a decade until his work break the classical pattern of documentaries to dive in a renewed aesthetic, in which he puts us in touch with a new range of dimensions. The images thus become organic. It is like we were not seeing photos anymore ‘about’ something but the thing itself. It is sometimes necessary to experiment, expand the language, breaking with the manuals, so that the realism erupt with greater forcefulness” – Eder Chiodetto, curator, the text for the exhibition “Generation 00″ , Belenzinho SESC , Sao Paulo -SP , 2011.

“Guy Veloso’s images surprised by nonsense, by surreal, by the complete dissonance between the real world and the other world” – Rubens Fernandes Junior, curator.

“Kind uncomforting and interesting estrangement, certain strangeness it causes” – Paulo Máttar, artist and curator.

“There is an ambiguity of meaning in the representation of the masked men when compared to the violent Ku Klux Klan, to the emblematic chador of Muslim women and the contemporary kidnappers that evoke the atmosphere of insecurity so present in the globalized world” – Angela Magalhães and Nadja Peregrino, curators.

“Veloso leaded us to a different, fascinating and corporeal world” – Orlando Maneschy, photographer and researcher.

“There are the scenes, but the image, the aesthetic is Guy Veloso himself that leverages the real gathering to the edge of fear” – Marisa Mokarzel, curator. “Guy Veloso’ work consists in give febrile signals from a horde delighted with the faith. It is a document of his tireless and humanist soul by offering us this militant faith” – Walter Firmo, photographer and curator, FotoArte Brasília catalogue, 2005.

“This is the multiple and complex universe that Guy takes a look beyond the characteristics of each religion to the Brazilians daily lives” – Joana Mazza, curator. “Promoter of the witness movement in Brazil, the work of Guy Veloso rescues most of those issues that make the identity of Latin America people. He started to be known in Argentina by his show so-called “Images on this side of the World”, curated by Elda Harrington for Red Cultural del Mercosur in 2007.

Guy integrates the new generation of Brazilian authors seduced by the idea of carrying out a subjective and committed record to one of the most important aspects of Brazilian culture and, by extension, Latin American, which refers to the popular religious practices. This led him to be recognized at home and abroad, with a solid work, revealing large and aesthetic values – Fotomundo Magazine, Argentina, 2008. “He represents, through his work, the identity of his country and the birth certificate of the inhabitants of cities he traveled over, revealing their customs and traditions of each region” – Elda Harrington, curator.

“The photo maker seems to be part of the situation, without put a foreign look upon it. Colors, contrasts, and diffused pixels enhance the imaginary characteristic of the Candomblé (African-brazilian religion)” – O Globo Newspaper, July, 23rd, 2012.

“(Veloso) shows Camdomblé in an organic representation, instable and full of moving, like the one who sees it from inside” – Eder Chiodetto, curator, O Globo Newspaper. July, 23rd, 2012.

“Guy Veloso entered into the private universe of Penitents, like he was considered one of them, without necessarily commune of religious practices in the rituals. (…) Guy had access to secret information that the group have never allowed to other photographers” – “The Penitent”, Tyara de La-Rocque, Journalist (text).

“His photographs stand to indulge to the full enjoyment of the chromatic game, making his coppery color palette proves through a dense shadow. Such darkness, which offers a nocturnal aura, even for images captured under the blazing sun of noon, would cover up the whole colors, not for the sources of light and shields that reflect and tint its coloring” –Numinous Gestures, Paulo Miyada, curador .

“Guy Veloso’s photography has a straight relationship to the performance. Even closely engaged in their ritual, there is something performative in these shrouded men and women, a desire to formally express their belief. Veloso’s trance of faith metaphor takes the activity of looking as a representation of the movements of the world, accentuating that the photographer can also prove to be a performer from the moment his artistic act penetrates the intimacy of believers and joins, literally and symbolically, to them in one pageant, resulting in images full of meanings and representations” – Cinthya Marques, bachelor of visual arts and researcher.

“Guy Veloso’s work takes the light as the main line. From vibrant and saturated color, his photographs resist surrendering to the full enjoyment of the chromatic game, making his coppery color palette proves through a dense shade. Shuch darkness, which lends a night aura even for images captured under the midday sun, would cover up its entire chrome, not for the light sources and the shields reflecting and titing its colors. It is that important, therefore, that these screens are, in most cases, bodies engaged in rites of belief that are themselves acts of searching for some sort of enlightenment. In the exhibition “We must confront the vague images with clear gestures”, a triptych and a diptych of Veloso will be present in which gestures of various rituals are mixed, since sacred cults like Candomblé and Umbanda to the prosaic carnival and ballet”, Paulo Miyada, curator.

“It is impossible not to sense the smell of the dust on the earth trampled by the crowd, and the clamor of chants and litanies towering from the dramatic and sustained images. ( … ) It’s a not consummated redemption noisy picture, from a purgatory that is still burning, of an ending time that never ends” – José de Souza Martins, sociólogo, Zum Photo Magazine, Moreira Salles Institute, 2012.

“Guy Veloso remained in this quest for over a decade until his work break the classical pattern of documentaries to dive in a renewed aesthetic, in which he puts us in touch with a new range of dimensions. The images thus become organic. It is like we were not seeing photos anymore ‘about’ something but the thing itself. It is sometimes necessary to experiment, expand the language, breaking with the manuals, so that the realism erupt with greater forcefulness” – Eder Chiodetto, curator and photographer , the text for the exhibition “Generation 00″ , Belenzinho SESC , Sao Paulo -SP , 2011.

Posted by: guyveloso | 14 de July de 2014

Tambor de Mina. Belém-Pará (Amazônia), 2013.

documentary photography

Guy Veloso. Ritual de Tambor de Mina, Belém-PA (Amazônia). // Tambor de Mina ritual, Belém-PA (Amazon), Brazil. Digital. 2013.

Expoente do movimento testemunhal do Brasil, a obra de Guy Veloso resgata boa parte daquelas questões que fazem a identidade dos povos da América Latina. Na Argentina começou a ser conhecido por sua inclusão mostra “Imagens deste lado do Mundo”, curada por Elda Harrington para a Red Cultural del Mercosul em 2007. Guy se integra a nova geração de autores testemunhais brasileiros seduzidos pela idéia de levar adiante um registro subjetivo e comprometido com um dos aspectos mais relevantes da cultura brasileira e, por extensão, a latino-americana, que se refere às práticas religiosas populares. Isto o conduziu a ser reconhecido em seu país e no exterior, com uma obra sólida, reveladora e com grandes valores estéticos – Revista Fotomundo, Argentina, 2008.

Guy integrates the new generation of Brazilian authors seduced by the idea of carrying out a subjective and committed record to one of the most important aspects of Brazilian culture and, by extension, Latin American, which refers to the popular religious practices. This led him to be recognized at home and abroad, with a solid work, revealing large and aesthetic values – Fotomundo Magazine, Argentina, 2008. “He represents, through his work, the identity of his country and the birth certificate of the inhabitants of cities he traveled over, revealing their customs and traditions of each region” – Elda Harrington, curator.

“The photo maker seems to be part of the situation, without put a foreign look upon it. Colors, contrasts, and diffused pixels enhance the imaginary characteristic of the Candomblé (African-brazilian religion)” – O Globo Newspaper, July, 23rd, 2012.

“(Veloso) shows Camdomblé in an organic representation, instable and full of moving, like the one who sees it from inside” – Eder Chiodetto, curator, O Globo Newspaper. July, 23rd, 2012.

“His photographs stand to indulge to the full enjoyment of the chromatic game, making his coppery color palette proves through a dense shadow. Such darkness, which offers a nocturnal aura, even for images captured under the blazing sun of noon, would cover up the whole colors, not for the sources of light and shields that reflect and tint its coloring” –Numinous Gestures, Paulo Miyada, curador .

Posted by: guyveloso | 22 de July de 2015

Texto de Tyara de La-Rocque para Revista Benjamim

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Ouço, naquelas fotos, o som do sino litúrgico, das ladainhas e dos lamentos. Escuto o clamor, o grito do desespero e da libertação. O gemido da dor, o silêncio e a voz da confissão. Sinto o arder dos pés peregrinos, o suor da pele que queima ao sol escaldante, o cansaço do esgotamento físico. Sinto a paz. Naqueles retratos, a fé se apresenta com toda a sua força. Paixão e delírio, olhares em êxtase, mãos que suplicam, respiros de devoção plenos de afeto.

Daquelas imagens, chega até mim o ritmo dos atabaques, o movimento das danças e a levada do cortejo. Vem à minha boca o sabor do alimento sagrado no Congá. Posso intuir o cheiro das flores, das ervas da Jurema, do fogo que renova e ilumina os caminhos na multidão. Nos corpos performáticos, o sagrado se materializa, não importa a religião. No claro ou no escuro, há vida. E sempre a poesia, mesmo na mais perturbadora das imagens.

Vejo o transe fotográfico. Aplausos para Guy Veloso.

Revista Beijamim. TYARA DE LA-ROCQUE é jornalista cultural. – tyaradelarocque.pressfolios.com

[ Imagem: fotografia de Guy Veloso ]

Posted by: guyveloso | 15 de July de 2015

Umbanda. Juazeiro-Bahia. Foto Guy Veloso

Guy Veloso. Ritual de Umbanda, Juaziero-Bahia, 2015. Digital.

Fotografia documental documentary photography

Posted by: guyveloso | 9 de June de 2015

Penitentes

Penitentes. Guy Veloso

Guy Veloso. Penitentes, Ceará, 2004. Negativo.

Sobre:
CATÁLOGO GRÁTIS: Penitentes na 29a BIENAL DE SP:http://issuu.com/guyveloso/…/penitentes_-_cat__logo_v11_issu

Texto de JOSÉ DE SOUZA MARTINS para a ZUM:http://revistazum.com.br/revista-zum-3/a-fe-na-encruzilhada/

http://www.guyveloso.com

Posted by: guyveloso | 1 de June de 2015

Marujada de São Benedito, Braganca-PA, Amazônia

Guy Veloso. Marujada de São benedito, Bragança-Pará, 2013. Digital.

http://www.guyveloso.com

marijada de braganca

Posted by: guyveloso | 16 de May de 2015

Crítica de Heldilene Reale

Guy Veloso realiza cuidadosa negociação prévia, pois só consegue fotografar sentindo-se aceito pela comunidade. Em seus trabalhos autorais utiliza apenas lentes 35mm, pois pretende chegar bem perto das pessoas envolvidas, conhecendo de maneira íntima o fato por trás da lente. Para que isso ocorra, cria um canal de negociação com os sujeitos envolvidos, estabelecendo assim nesse percurso a estética relacional – Heldilene Guerreiro Reale, Dossiê, Arte & Ensaios | revista do ppgav/eba/ufrj | n. 27 | dezembro 2013.

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Guy Veloso. Umbanda, Pai Pingo, Belém-PA, 2015. Digital.

http://www.guyveloso.com

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Há uma atmosfera onde as fronteiras entre o documental, real, surreal, espiritual se confundem, ou melhor: é fascinante esta fusão. Afinal como documentar o espiritual? Guy Veloso fez isso com a luz. Parecia impossível representar o pensamento, mas um dia foi feito uma escultura, assim, vejo a energia que as cores das imagens emergem – Erica Oliveira, estudante de Artes Visuais, 2014.

Penitentes GuyVeloso documentaryphotograpy brazilianart

Foto Guy Veloso. Penitentes, Juazeiro-Bahia, 2004. Slide. 29a Bienal de SP/2010.

A palavra religião vem do verbo latino religare, que significa religar os homens. Então se essa palavra, se essa força, se essa junção, se essa crença que é a fé pode trazer paz às pessoas, que voltemos à sua origem etimologia no sentido de conectar, e não de separar as pessoas. E ao mesmo tempo insistir que todos devemos respeitar a religião de cada um. No caso das religiões afro-brasileiras, esta violência está extremamente exacerbada, é algo que remonta a momentos obscuros da sociedade ocidental que é impor através de métodos sejam eles psíquicos, políticos, físicos etc. uma idéia sobre o outro. E ao mesmo tempo pensar que a tarefa dos que querem um mundo mais democrático é não só trazer essas religiões afrodescendentes à visibilidade, mas compreender que elas – como Verger compreendeu, como Rubens Valentim – não estão no campo do folclore, elas não estão no campo da superstição, mas elas estão no campo dos valores, os mesmos que ligam as pessoas – Paulo Herkenhoff (pronunciamento na abertura do 33ª Arte Pará, sobre Guy Veloso, artista homenageado, Fundação Rômulo Maiorana, Belém-PA, 09.10.2014).

Vwja no: https://www.youtube.com/watch?v=6AdyJgBN4Yc

Umganda

Foto: Guy Veloso. Dia de Exu, Terreiro de Mina do Rei Sebastião e Toya Jarina, Belém-PA, 2013. Digital.

Posted by: guyveloso | 4 de May de 2015

Crítica de Paulo Herkenhoff

Crítica de Paulo Herkenhoff no catálogo da exposição Pororoca, MAR-Museu de Arte do Rio, 2014
pororoca_guyveloso_mar
Guy Veloso viu o mundo, ele começava em Belém,
no Círio de Nazaré. No Pará estava a matriz da diversidade
e, na arte, sua possibilitação de convivência
na diversidade.1 Para isso, é necessário transcender
a noção de homem bíblico.2 Se para um Pierre
Verger turista-fotógrafo-antropólogo urgia deixar
Paris, não importa para onde fosse pelos continentes,
até mesmo atravessar a Belém amazônica, para
Veloso é preciso partir de Belém e a ela voltar sempre.
De toda a fotografia de Belém, até mesmo do Círio
de Marcel Gautherot ou dos rituais afro-brasileiros
de Pierre Verger, Guy Veloso representou profundamente
a interpretação polissêmica integrada inter-
-religiosa, reduziu-a a um ato único, o êxtase do alvo
e a contorção do tempo da câmera caçadora nos domínios
do sagrado. O transe é fusão extática do corpo
apropriado e dobrado pela fé, da excitação significante
do fotógrafo e da contemplação do espectador.
O caudal imagético – que se faz no tempo e nele se
condensa – é mantra visual que se repete, reinventa,
ora, imbrica, diferencia, aproxima e desdobra entre
os meandros do cortejo visual da diferença. Isso é
o caudal amazônico de body languages por almas as
adas de seus corpos. Já não é o corpo tomado, mas
o próprio corpus de imagens que se transfigura em
olhar. Daí, a experiência da arte de Veloso ser o encontro
com um corpus em êxtase.
Guy Veloso articula encontros de fé.3 A câmera é
tenaz na aliança por imagens da arca da diversidade
religiosa do Brasil, das diferenças e das convergências.
Em tempo de insidiosa intolerância das doutrinas
fundamentalistas no Brasil e no mundo, o artista
aposta na arte como instância de diálogo e de entendimento
para a construção do respeito devido por todos
a cada um.
Nessa compreensão está seu diagrama
de convivência social e um sentido político de igualdade
e razão contemporânea para a ideia de religião.
Há na obra dele a produção de conhecimento, como
no filósofo e historiador das religiões Mircea Eliade,
sobre o fenômeno do sagrado e não, simplesmente, a
antropologia visual da religião. Eliade hierarquiza as
religiões, tais como as “rudimentares”, mas seus estudos
sobre o sagrado, a festa e a guerra demarcam
estratégias para os ritos, demarcados para originar “gestos importantes
e fé bastante para os fazer parecer necessários”, essenciais à vida.4
Na romaria fotometafísica de Guy Veloso, o grande
curso público da fé funde-se num essencialismo imagético
e unificado pelo transe. Imagens em estado de
devir Outro. Na arte de Veloso, o transe é para todas
[as religiões], como a histeria é para todos [os sujeitos]
na produção de Louise Bourgeois. O igualamento
acima de todas as verdades autoproclamadas como
absolutas. O psiquiatra Charcot e o filósofo Georges
Didi-Huberman demonstraram a mesma origem comum
e a fala contorcida do corpo sem escuta.
Entre o esconjuro, o descarrego e a autoflagelação – fala-se
agora da arte de Veloso – a dependência entre a conversão,
o inferno e a fortuna, como ocorre em algumas
religiões rentistas por denegação loquaz, conceito
freudiano, em que o Não termina como Sim.
A fotografia de Guy Veloso desdobra-se em ângulos
de captura da cena de exercício da fé. O conjunto
transita entre a interioridade do Ser, o êxtase diante
do Outro e o corpo em estado de sublimação. “Pode-
-se rezar sem compreender as palavras”, afirma Jacques
Derrida, pois, “a oração é um ato. Faz-se ago,
mesmo se o significado permaneça opaco.”5 Portanto,
se é possível rezar sem entender as palavras, a obra de
Veloso é oferta do significante ao espectador, não importa
sua religião, para momentos de encontro com
o inominado.
Contra as primazias e fundamentalismos
religiosos, o artista aponta para a etimologia da
palavra religião e a ideia de “religar” os homens acima
de seus conflitos porque os terrorismos em nome
das religiões monoteístas recorrem ao fogo – armas,
coquetéis molotov, explosivos, ameaças de Inferno e
culpa – para construir sua entropia de Deus. O corpo,
nessas imagens de Guy Veloso, explode em notações
pela luz prodígio.
 
Paulo Herkenhoff
1 Paráfrase da grande pintura de Cícero Dias Eu vi o mundo… E ele começava no Recife
(1931).
2 REHFELD, Walter I. Tempo e religião. São Paulo: Perspectiva, 1988.
3 O substantivo fé está no singular, evitado o plural que é diviso em muitas possibilidades
conflitantes.
4 ELIADE, Mircea. O homem e o sagrado. Sem tradutor. Lisboa: Edições 70, 1988.
p. 161.
5 DERRIDA, Jacques. Body of prayer. Conversa com David Shapiro e Michael Govrin.
Kpm Skapich (ed.). Nova York, The Irwin S. Chanin School of Architecture, 2001. p. 59.
Posted by: guyveloso | 9 de January de 2015

Círio de Nazaré, Belém-PA

Círio de Nazare, Belém PARÁ Brasil Brazil

Guy Veloso. Círio de Nazaré (Patrimônio Imaterial da Umanidade – Unesco), Belém-PA, 2004. Slide [Cirio procession, Belém-PA (Amazon), Brazil].

http:www.guyveloso.com

 

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