Posted by: guyveloso | 9 de January de 2015

Círio de Nazaré, Belém-PA

Círio de Nazare, Belém PARÁ Brasil Brazil

Guy Veloso. Círio de Nazaré (Patrimônio Imaterial da Umanidade – Unesco), Belém-PA, 2004. Slide [Cirio procession, Belém-PA (Amazon), Brazil].

http:www.guyveloso.com

 

Posted by: guyveloso | 9 de January de 2015

MORTALHAS [Shrouds]

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Outras Fotografias na Arte Brasileira Séc. XXI [Other Photographies in Brazilian Art 21st Century]

Livro de Moacir dos Anjos, Isabel Diegues, Luisa Duarte e Júlia Rebouças.

ARTISTAS: Alice Miceli, Ana Lira, Ayrson Heraclito, Bárbara Wagner, Berna Reale, Claudia Andujar. Cinthia Marcelle, Mauricio Dias & Walter S Riedweg, Gabriel Mascaro, Gilvan Barreto, Guy Veloso, João Weiner, Jonathas de Andrade, Lais Myrrha, Miguel Rio Branco, Paulo Nazareth, Pedro David, Pio Figueiroa, Rivane Neuenschwander, Romy Pocztaruk, Rosangela Renno, Sara Ramo Affonso, Virginia de Medeiros e Yuri Firmeza.

“Em Veloso, vemos como, através do corpo, instaura-se a presença de vibrações intensivas intempostíveis, a partir da devoção e da crença religiosa” – Isabel Dieges [“In Veloso, we see how, thought the body, the presence of imperceptible intense vibrations based on devotion and religious belief is established”].

Editora Cobogó.

African american ritual brazil

Foto Guy Veloso.

Festival de Iemanjá, Belém-PA (Amazonia), 2013. Digital //Iemanja festival. African American rituals. Belém-PA (Amazon), Brazil, 2013.

http://www.guyveloso.com

 

Posted by: guyveloso | 28 de December de 2014

Marujada de São Benedito, Bragança-Pará, 16 de dezembro de 2014.

Marujada de São Benedito, Bragança, 2014. Digital. Foto Guy Ve

Foto Guy Veloso. Marujada de São Benedito, Bragança-Pará, 16 de dezembro de 2014. Digital //Marujada dance and procession, Bragança-PA (Amazon), Brazil. Digital.

http://www.guyveloso.com

 

Posted by: guyveloso | 19 de December de 2014

Oxum.

Oxum Candomble africanamerica documentary photography

OXUM. Foto Guy Veloso. Ritual de Candomblé, Belém-PA (Amazônia), Brasil. Dezembro de 2014. Digital.

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Posted by: guyveloso | 15 de December de 2014

Penitentes: crítica de Cinthya Marques

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Guy Veloso. Encomendação das Almas, Juazeiro-Bahia, 2014. Digital.

A fotografia de Guy Veloso possui uma relação direta com a performance. Mesmo que intimamente empenhados em seu ritual, há um quê de performático nestes homens e mulheres amortalhados, um desejo de exteriorizar formalmente sua crença. A metáfora do transe da fé de Veloso, faz uso da atividade do olhar como representação dos movimentos do mundo, enfatizando que o fotógrafo também pode vir a ser um performer a partir do momento em que seu ato artístico penetra na intimidade dos crentes e se junta a eles em um só cortejo, literal e  simbolicamente, resultando em imagens repletas de significados e representações – CINTHYA MARQUES, graduada em artes visuais e pesquisadora, sobre o Projeto Penitentes – dos ritos de sangue à fascinação do fim do mundo.

http://www.guyveloso.com

Posted by: guyveloso | 11 de December de 2014

CATÁLOGO do projeto Penitentes na 29a Bienal de SP

Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo (29a Bienal de SP/2010) //Penitents: Rituals of blood to the fascination of the world’s end (29th São Paulo Biennial/2010)

CATÁLOGO/catalog:

Download: Penitentes – Catálogo V11 Download

No ISSUU, clique aqui.
Penitentes angel documentaryphotography

(c) Guy Veloso

Port/engl

Penitentes

Convidado pelos curadores Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias, Guy Veloso exibiu o ensaio documental Penitentes na Bienal Internacional de São Paulo de 2010. As imagens escolhidas para a exposição são um recorte de um projeto maior e inédito iniciado em 2002, Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo, curado por Rosely Nakagawa, feito a maioria com equipamento analógico, com previsão de durar 13 anos.

“Recomendadores”, “Alimentadores” ou também chamados “Irmãos das Almas” são grupos laicos que durante certas épocas do ano, saem noite adentro rezando pelos “espíritos sofredores”, geralmente cobrindo rostos com panos ou capuzes, em alguns casos mais dramáticos, praticando autoflagelação.

Trata-se de manifestação ímpar no interior profundo do Brasil que vai de encontro à “modernidade”, desconhecida até das pessoas que vivem nas cidades onde ocorrem. Uma cultura imaterial que se aproxima do seu fim com a descontinuidade de vários destes grêmios – testemunhada pelo fotógrafo ao longo deste Projeto.

Em 2009, Veloso foi o primeiro pesquisador a levantar a teoria de que estas confrarias de tradição oral, místicas, grande parte de difícil acesso ou até sigilosas, poderiam ocorrer nas 5 regiões do Brasil. No ano seguinte provou e publicou sua teoria cobrindo o país inteiro com 117 grupos documentados.

Assim são os projetos Veloso, de cunho antropológico, que demoram anos para serem apresentados ao público pela extensa pesquisa e envolvimento íntimo com o objeto fotografado (em um dos grupos foi iniciado, inclusive).

Para a Bienal, foram originalmente copiadas e emolduradas 16 fotos em tamanho 70×105 cm. Por questões de espaço e composição, 04 delas foram excluídas na montagem (as primeiras imagens deste catálogo). A série de 12 fotografias foi exposta no terceiro andar do Pavilhão em 15 metros lineares de parede (vide ensaio na ordem expositiva usada na época).

A 29ª edição da mostra internacional de arte mais importante da América Latina (e uma das três do mundo) – chamada de Bienal da Retomada – foi um marco na história recente das artes do país.

http://www.guyveloso.com

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Penitents

Invited by the curators Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias, Guy Veloso showed his experimental documentary Penitentes in São Paulo International Biennial 2010. The images chosen for the show are a sip of a larger and unpublished project started in 2002, The Penitents: Rituals of blood to the fascination of the world’s end, curated by Rosely Nakagawa, done with analog equipment, expected to last for 13 years.

“Penitents”, “Soul Feeders” or also “Brothers of Soul” are secular groups of secrecy that through certain times of the year, go hit the night praying for the “suffering spirits”, usually covering their faces with rags or hoods, in some dramatic cases, practicing self-flagellation.

This is about an unparalleled manifestation deep inside Brazil that goes against the “modernity”, unknown until to people who live in cities where they occur. An intangible culture approaching its end by the discontinuation of several of these groups – witnessed by photographers throughout this project.

In 2009, Veloso was the first researcher to raise the theory that these brotherhoods of oral tradition, mystics, part of it of difficult access or religious, could occur in five regions of Brazil. The following year proved and published his theory having documented the entire country with 117 groups.

So are Veloso’s projects, an anthropological one, which take years to be presented to the public by extensive research and intimate involvement with the photographed object (it was started in one of the groups, indeed).

For the Biennale, were originally copied and framed 16 photos sized 70X105 cm. For reasons of space and composition, 4 of them were excluded in the assembly (see the first images of this catalog). The series of 12 photographs was displayed on the third floor of the pavilion on 15 linear meters of wall (see the show in the order used in the exhibition season).

The 29th edition of the most important international art from Latin America (and one of three in the world) – the so-called Biennial of Recovery – was a milestone in the recent history of the arts in the country.

http://www.guyveloso.com

 

Posted by: guyveloso | 2 de December de 2014

Saída de Iaô. Candomblé. Belém-PA (Amazônia). Guy Veloso

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Foto: Guy Veloso. Saída de Yaô, Candoblé. Belém-PA, 2014. Digital / / Candomblé – African American ritual. Belém-PA (Amazon), Brazil.

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Posted by: guyveloso | 25 de November de 2014

Entre a Fé e a Febre: Retratos.

Entre a Fé e a Febre: Retratos

 

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Sociedade religiosa Vale do Amanhecer, Planaltina-DF. Negativo.

 

(english above)

Entre a Fé e a Febre: Retratos de Guy Veloso (Belém-PA, 1969) é um ensaio poderoso que remonta em pleno século XXI tradições esquecidas pelos habitantes das grandes cidades. A fotografia aqui atende a duas premissas muito caras à produção contemporânea: o poético e a documentação. Seu discurso imagético é uma navegação por manifestações populares do Brasil profundo.

Algumas dessas práticas remontam à Idade Média, como as ordens de penitentes que saem em procissão encapuzados e envoltos em mantos brancos noite à dentro – certas irmandades, inclusive, mantém a autoflagelação. Há também o catolicismo laico da população rural em suas peregrinações periódicas.

O Vale do amanhecer, comunidade religiosa fundada pela caminhoneira Tia Neiva nos anos 80 no Planalto Central, é um dos temas da produção de Veloso. A tessitura da imagem e sua força poética não só registraram, transformaram o momento em um puctum, conceito de Roland Barthes, perfeitamente aplicável nos ensaios de Guy Veloso: cada leitor verá uma centelha de luz, cada leitor destacará um fragmento das indumentárias, cada leitor  tomará para si a fotografia da forma que desejar.

A captação das imagens, iniciada em 1998, foi feita exclusivamente com câmeras analógicas e durou sete anos. Contou com um complexo estudo prévio, exaustivas negociações com grupos religiosos fechados ou mesmo secretos – alguns aqui pela primeira vez expostos ao público – e visitas sistemáticas a oito Estados brasileiros em épocas específicas de festas, procissões, rituais e romarias.

A este labor foi acrescida a codificação das fotografias no tempo e espaço, o registro fonográfico de cânticos e a captação de depoimentos em vídeo. Todo esse percurso gerou uma coletânea de fontes primárias em religiosidade popular brasileira.

Notável também a cumplicidade entre o autor e os personagens. Veloso “se lança” ao assunto, volta reiteradamente aos mesmos cenários, fotografa as mesmas pessoas por anos; respeita a intimidade delas, constrói vínculos, faz amigos. É um artista que se envolve, vive o tema. “Um documento de sua alma incansável e humanista”, segundo o fotógrafo Walter Firmo.

Dessa interação surgiu uma coleção constituída pelos presentes que o Veloso recebeu durante as viagens, geralmente em retribuição às fotos que ele faz questão de dar às pessoas retratadas. São amuletos, colares, cartas, santos, ex-votos, capuzes, mantos, chicotes de penitentes. Um registro de valor às futuras gerações.

O ciclo de exposições iniciado em outubro de 2005 no Teatro Nacional de Brasília passou pelo Museu de Arte Contemporânea de Santiago-Chile, esteve na fábrica das mesmas câmeras que Guy Veloso usou neste projeto, a Leica, em Solms-Alemanha e segue itinerando.

Foi a partir de Entre a Fé e a Febre: Retratos que Veloso iniciou seu tema mais conhecido, Penitentes, exibido na 29ª Bienal Internacional de São Paulo de 2010. A partir de 2010, 03 das fotografias da série passaram a fazer parte da Coleção Pirelli-Masp, o mais importante acervo de fotografia do país. Outra curiosidade é que com o término do ensaio de retratos em preto e branco, Veloso passou a se dedicar exclusivamente à cor.

Entre a Fé e a Febre: Retratos tem como base a fé, porém, a transcende. Um ensaio no qual a estética é laboriosamente acimentada, embora suplantada pela força desconcertante dessas imagens. Um trabalho de cuidadosa produção e pesquisa que adentra à antropologia, no entanto, salta dela em um vôo de íbis para pousar na arte em seu mais elevado patamar. Veloso nos mostra um “estranhamento” do mundo – pois é assim que ele o vê.

Michel Pinho, historiador e fotógrafo.

 

Itinerância:

. Festival de Fotografia de Blumenau-SC (2014).

.Palácio da Justiça, 2º Festival Manaus Bem Na Foto, Manaus-AM (2011);

.Museo Histórico Provincial, III Festival Internacional de Fotografia de Paraná-Entre Rios, Argentina (2011);

.Filarmônica Santa Barbara, 36º Encontro Cultural de Laranjeiras, Laranjeiras-SE (2011);

.Pavilhão das Artes – Palácio da Instrução, Cuiabá-Mato Grosso (2010);

.Espaço Cultural de Educação Patrimonial, São Cristóvão-SE (2010);

.IV FotoRio Festival, Espaço Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro-RJ (2009);

.III Bienal Argentina de Fotografia Documental, Tucumán-Argentina (2008);

.Festival Photo Pirenópolis-GO (2008);.Galeria Zoom, Paraty-RJ (2008);

.Biblioteca Pública Epifânio Dória, Aracaju-SE (2008);

.Leica Gallery, Solms-Alemanha (2007);

.Galeria do Conselho, Salvador-Bahia, Festival Agosto da Fotografia (2007);

.Teatro ICEIA, Fundação Cultural do Estado, Salvador-BA (2007);

.Universidade San Tomás, Santiago-Chile (2007);

.MAC- Museu de Arte Contemporânea, II Fotoamerica – Festival Chileno de Fotografia, Santiago-Chile (2006);

.Galeria Fidanza, Museu de Arte Sacra de Belém-PA (2006);

.Galeria Stella Isaac, Fotoarte Goiás, Goiânia-GO (2005).

.Teatro Nacional, Fotoarte Brasília (Festival of Light), Brasília-DF (2005);

 

 

Between Faith and Fever, by Guy Veloso (Belém-PA, 1969) is a powerful photographic Essay that remounts in the XXI century the forgotten traditions by the inhabitants of the big cities. The photograph here meets two assumptions that are very rich to the comtemporary production: The poetic and the documentary. Its image discourse is a navigation through the popular manifestations from deepest Brazil.

Some of these practices remounts the middle ages, as the penitent people who travel in processions, hooded and wrapped in white linens at nights – Certains brotherhoods also, keep the habit of flagellation. There is also the  laic catolicism of the rural population in their periodical pilgrimages.

The “Vale do Amanhecer” (The dawning valley), religious comunity founded by the truck driver “Tia Neiva” ( Aunt Neiva), in the eighties, at the Central Plateau is one of the the themes of the production by Guy Veloso.The texture of the image and its poetic strenght not only register, but also transform the moment in a “punctum”, concept created by Roland Barthes, Perfectly apllicable on Guy Veloso’s essays: Each viewer will see a spark of light, each viewer will highlight a feagment of the costumes, each viewer will take for himself or herself the photograph the way they wish.

The capture of the images, which started in 1998 was exclusively made using analogic cameras, and lasted for 7 years. They were made as a complex previous study, exhaustive negotiations with closed religious groups or even secret ones – some here for the first time ever exposed to an open audience – and sistematic visitations to eight Brazilian States in specific times of parties, processions, rituals and pilgrimages.

To this work a codification of the photographs in time and space was added, the phonographic register of chants and the capture of  testimonials in video. All these generated a collection of primary sources about the popular religiosity in Brazil.

The cycle of exhibitions began in October of 2005 at the National Theater in Brasília and it also went to the Museum of comtemporary Arts in Santiago – Chile, it went also to the factory of the cameras Guy uses, The Leica, in Solms – Germany, and it is still on the road…

It was from “Between Faith and fever”: Portraits that guy Veloso started to explore his most well-known theme: Penitents, exhibited at the 29th International Biennial in São Paulo in 2010. From 2010, three of the photographs of the series are now part of the Pirelli-MASP collection, the most important collection of photographs in the country. Another curiosity is that at the same time the black and white essay was over, Veloso started to dedicate exclusively to color.

“Between Faith and Fever”: portraits is based on faith, but it trancends it. An essay in which the esthetics are very solid, even supplanted by the baffling strenght of these images. A careful work of research and production that goes into anthropology, but takes from it in an Ibis fly, to land in the Arts in its most elevated level. Veloso shows us an “estrangement” of the world – because that is the way he sees it.

Michel Pinho, Historian and photographer.

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