Posted by: guyveloso | 17 de August de 2015

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Série Penitentes (29a Bienal de SP). Guy Veloso

Guy Veloso. Série “Penitentes”. Juazeiro-Bahia, 2014. Digital.

 

1- Contato/contact: guyveloso@hotmail.com

2- Links e textos/links & texts.

2- Bio

4-CRÍTICAS/critics  (ENGLISH above):

Já não é o corpo tomado, mas o próprio corpus de imagens que se transfigura em olhar. Daí, a experiência da arte de Veloso ser o encontro com um corpus em êxtase – Paulo Herkenhoff. Texto do catálogo da mostra Pororoca, MAR-Museu de Arte do Rio, 2014.

Fica transparente esta relação ambígua entre o que é devoção e o que é violência – Moacir Dos Anjos, curador, programa Artes Visuais Brasil, SESC TV, 2011.

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Guy Veloso. Série “Penitentes”. Ritual de autoflagelação, zona rural de Juazeiro-Bahia, 2014. Digital.

A obra de Guy Veloso prima pelo trabalho com a luz. (…) Suas fotografias exploram gestos e feições limítrofes, muito próximas do esgotamento físico, da dor, do delírio e da paixão – Paulo Miyada, curador, catálogo Penitentes.

Este ano Arte Pará homenageia o artista Guy Veloso com sua obra dedicada aos encontros da fé. Sua câmera é tenaz na busca por imagens da rica diversidade religiosa brasileira das diferenças e as convergências. Um tempo de insidiosa intolerância das doutrinas fundamentalistas no Brasil e no mundo, Guy Veloso aposta na arte como lugar como lugar de diálogo e de entendimento para a construção do respeito devido por todos a cada um. Nessa compreenção podem estar soluções para a humanidade” – Paulo Herkenhoff, texto curatorial, Arte Pará 2014 (artista homenageado).

Penitentes anjo documentaryphotography

Guy Veloso. Série “Penitentes”. Ouro Preto-MG, 2010. Diapositivo.

É impossível não intuir o cheiro da poeira e da terra pisadas pela multidão, o clamor de benditos e ladainhas elevando-se das imagens dramáticas e sofridas. (…) É o retrato granulado de uma redenção que não se consuma, de um Purgatório que continua ardendo, de um fim dos tempos que não se acaba – José de Souza Martins, sociólogo, Zum – Revista de Fotografia, Instituto Moreira Salles, 2012. Leia texto na íntegra.

As fotografias de Guy Veloso situam-se nesse universo no qual se interpõe invisíveis imagens e a estética por ele proposta se faz reconhecer – Marisa Mokarzel, curadora. Leia texto na íntegra.

 Guy Veloso apresenta as suas fotografias de fé. Não uma fé dogmática ou sistemática, mas a que transparece em imagens surreais e fascinam pelo desconforto que nos causam – Simonetta Persichetti, O Estado de São Paulo, 20.09.2010.

Transladação, procissão noturna na véspera do Círio de Nazaré, Belém-Pará. Diapositivo (analógico).

Guy Veloso. Série “Êxtase”. Trasladação do Círio de Nazaré, Belém-PA, 2010. Slide.

Guy Veloso faz o trânsito entre fotografia documental clássica e ‘documental imaginário’. É uma nova força da fotografia documental brasileira que começa a despontar para o mundo – Eder Chiodetto, curador e fotógrafo, Revista Photo Magazine, no.41, 2012.

As imagens de Guy Veloso surpreendem pelo non sense, pelo surreal, pela completa dissonância entre o mundo real e o outro mundo – Rubens Fernandes Júnior, curador.

 Interessante um certo desconforto, um certo estranhamento que  provocam – Paulo Máttar, artista plástico e curador.

Veloso nos conduz por um país estranho, fascinante e sensual – Orlando Maneschy, fotógrafo e pesquisador.

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Guy Veloso. Ano-novo, Florianópolis, 2010. Cromo.

A fotografia de Guy Veloso nasce de sua discrição em infiltrar-se e cultivar intimidades – Catálogo da 29ª Bienal de São Paulo/2010. Leia texto na íntegra.

Penitentes de Guy Veloso reúne imagens com uma força que transcende a fotografia –Revista ARTE!Brasileiros, no. 07, Guia da Bienal, 2010.

A obra de Guy Veloso prima pelo trabalho com a luz. Com cores saturadas e vibrantes, suas fotografias resistem a entregar-se ao gozo pleno dos jogos cromáticos, fazendo com que sua paleta de cores acobreadas se revele através de uma densa sombra. Tal negrume, que empresta uma aura noturna mesmo para imagens captadas sob o sol do meio-dia, encobriria por inteiro seus cromos, não fosse pelo jogo de fontes de luz e pelos anteparos que a refletem e matizam sua coloração. É significativo, portanto, que esses anteparos sejam, no mais das vezes, corpos engajados em ritos de crença que são, eles mesmos, atos de busca por alguma espécie de iluminação (…)  – Paulo Miyada, curador, texto da mostra “É preciso confrontar as imagens vagas com os gestos claros”, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo-SP, setembro de 2012). Leia  na íntegra.

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Guy Veloso. Autoflagelação. Penitentes. Tomar do Geru-Sergipe, 2007. Digital.

A fotografia de Guy Veloso desdobra-se em ângulos de captura da cena de exercício da fé. O conjunto transita entre a interioriridade do ser, o êxtase e o corpo em estado de  sublimação. Se é possível rezar sem entender as palavras (Derrida), em Veloso o espectador, não importa sua religião, comunga dos momentos de encontro com o sagrado. Contra as primazias e fundamentalismos religiosos, o artista aponta para a etimologia da palavra religião e a ideia de “religar” os homens acima de seus conflitos – Paulo Herkenhoff, catálogo 31º Arte Pará/2012 (artista convidado).

As cenas existem, mas a imagem, a estética é própria de Guy Veloso que potencializa o real lançando-o no limite do medo – Marisa Mokarzel, curadora.

É neste universo múltiplo e complexo que Guy lança um olhar que vai além das características de cada religião presentes na vida cotidiana dos brasileiros – Joana Mazza, curadora.

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Guy Veloso. Ritual de Candomblé, Belém-PA, 2010. Slide.

Guy Veloso mergulha na alquimia e na espiritualidade para representar um nível de conhecimento mais sutil. Ele torna o invisível visível – Claudia Buzzetti, curadora e Patricia Gouvêa, curadora e fotógrafa, texto da exposição Alquimia, 2010.

No Vale do Amanhecer, fiéis se vestem como reis e rainhas. Guy Veloso extrai dessa devoção alegórica um preto e branco faiscante, luz que estoura os limites da fotografia e parece descascar a película até o pó de prata. Veloso registrou homens e mulheres de um dos templos da doutrina. Olhos abertos formam um contraponto entre a crueza da fotografia e a teatralidade barroca da comunidade religiosa. São olhares em êxtase que ultrapassam os limites desse claro-escuro, numa vertigem quase colorida – Silas Martí, Sobre a 18ª edição da Coleção Pirelli-MASP, Jornal Folha de São Paulo, 2010.

Há uma ambiguidade de sentido na representação dos homens encapuzados quando comparados aos violentos Ku-Klux-Klan, ao emblemático Chador das mulheres muçulmanas e aos sequestradores contemporâneos que evocam o clima de insegurança tão presente no mundo globalizado – Angela Magalhães e Nadja Peregrino, curadoras (texto do catálogo da mostra Un Certain Brasil, Pinghyao Festival, China, 2010).

Fotografia documental documentary photographyGuy Veloso. Ritual de Candomblé, Belém-PA, 2011. Digital.

A arte de Guy Veloso está em retransmitir sinais febris de uma horda encantada com a fé. É um documento de sua alma incansável e humanista em nos brindar nessa itinerância militante da fé – Walter Firmo, fotógrafo.

O primeiro passo para fotografar um tema complexo como o das seitas religiosas é não ter seus dogmas e crenças próprias como um parâmetro para julgar a fé alheia. Só assim o fotógrafo estará apto a perceber as sutilezas ocultas nas diversas camadas simbólicas de uma crença. Guy Veloso se manteve nessa busca por mais de uma década até seus registros romperem com o padrão clássico do documentarismo para mergulhar numa estética renovada, na qual ele nos coloca em contato com uma nova ordem de dimensões. As imagens se tornam, assim, orgânicas. É como se não estivéssemos mais vendo fotografias ‘sobre’ algo mas a coisa em si. Por vezes é necessário experimentar, expandir a linguagem, romper com os manuais, para que o realismo irrompa com maior contundência – Eder Chiodetto, curador e fotógrafo, livro “Geração 00 – A Nova Fotografia Brasileira”, 2013.

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Guy Veloso. Série “Penitentes”. Juazeiro-Bahia, 2014. Digital.

Expoente do movimento testemunhal do Brasil, a obra de Guy Veloso resgata boa parte daquelas questões que fazem a identidade dos povos da América Latina. Na Argentina começou a ser conhecido por sua inclusão mostra “Imagens deste lado do Mundo” para a Red Cultural del Mercosul em 2007. Guy se integra a nova geração de autores testemunhais brasileiros seduzidos pela idéia de levar adiante um registro subjetivo e comprometido com um dos aspectos mais relevantes da cultura brasileira e, por extensão, a latino-americana, que se refere às práticas religiosas populares. Isto o conduziu a ser reconhecido em seu país e no exterior, com uma obra sólida, reveladora e com grandes valores estéticos – Revista Fotomundo, Argentina, 2008.

 Imagens onde a técnica, mesmo muito presente, se dilui deixando o sensível se apresentar com toda sua força. Exercício de imagética carregado de subdivisões, a obra de Guy, lembra uma cebola, repleta de camadas, uma fotografia onde o mais instigante e valioso está em camadas inferiores, invisíveis a uma primeira sacada apresada e ansiosa, uma obra para corações calmos, fortes, e olhos atentos que permitam um contato com o que está dentro da foto, deixando o epitélio da imagem somente como figura de convite, que nos convidam de forma muito convincente – Marco Antonio Portela, fotógrafo e curador.  Texto na íntegra.

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Guy Veloso. Penitentes, Nossa Senhora das Dores-SE, 2002. Slide.

A fotografia de Guy Veloso possui uma relação direta com a performance. Mesmo que intimamente empenhados em seu ritual, há um quê de performático nestes homens e mulheres amortalhados, um desejo de exteriorizar formalmente sua crença. A metáfora do transe da fé de Veloso, faz uso da atividade do olhar como representação dos movimentos do mundo, enfatizando que o fotógrafo também pode vir a ser um performer a partir do momento em que seu ato artístico penetra na intimidade dos crentes e se junta a eles em um só cortejo, literal e  simbolicamente, resultando em imagens repletas de significados e representações – Cinthya Marques, graduada em artes visuais e pesquisadora, sobre “Penitentes”.

O fotógrafo parece ser parte da situação, sem lançar um olhar estrangeiro sobre ela. Cores, contrastes e pontos desfocados evidenciam o aspecto imaginário da festa (Candomblé) – Jornal O Globo, 23.07.2012.

Mostra o candomblé com representações orgânicas, instáveis e cheias de movimento, como quem observa de dentro do acontecimento – Eder Chiodetto, curador, Jornal O Globo, 23.07.2012.

Seu propósito certamente não é desvelar o oculto, é fazer com que penetremos caminhos que tantos fizeram antes de nós – Armando Queiroz, artista plástico e curador, texto da exposição Êxtase, 2012. Texto na íntegra. 

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Guy Veloso. Festival de Exu, Umbanda, Belém-PA, 2011. Slide.

Qual a fronteira entre a fotografia documental e a artística? Com Robert Capa, já não se podia traçar a linha, e com Guy Veloso também não é simples. No entanto, recentemente, o trabalho do paraense foi vetado por um importante site por supostamente não se tratar de arte. Seu apuro formal, as cores febris e o enquadramento dramático realçam a expressão, mais do que a informação, mas nem por isso convenceu a todos os críticos. Podemos inferir que tal rejeição se deva ao fato de Guy Veloso aparentemente aderir à religiosidade que retrata, em vez de analisá-la com olhar crítico. O transe fotográfico de Veloso concilia-se com o transe religioso, levantando uma questão que não é apenas teológica. A arte deve nos convidar a um estado de enlevo, como o frenesi do fiéis, ou a um olhar reflexivo, de uma distância estratégica? Ou, talvez, ambos, simultaneamente? – Rafael Campos Rocha, Revista DAS ARTES, Ed. Outubro de 2010.

Guy Veloso talvez tenha deixado a fotografia. Ou talvez tenha ido buscá-la em outras formas de encarnação, em manifestações mais sincréticas, mais impuras, como tantas entidades sagradas – Ronaldo Entler, crítico e escritor (sobre a instalação “Mortalhas”).

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Guy Veloso. Vale do Amanhecer, Planaltina-DF, 2014. Digital.

A fotografia aqui atende a duas premissas muito caras à produção contemporânea: o poético e a documentação. Seu discurso imagético é uma navegação por manifestações populares do Brasil profundo – Michel Pinho, historiador e fotógrafo. Leia texto na íntegra.

Em Veloso, vemos como, através do corpo, instaura-se a presença de vibrações intensivas intempostíveis, a partir da devoção e da crença religiosa – Isabel Diegues, no livro Outras Fotografias na Arte Brasileira Séc. XXI, editora Cobogó, 2015.

O transe, o movimento do corpo, a movimentação do grupo de onde a cena emerge e, rapidamente imerge, o ato social. Tudo é motivo de atenta investigação que ultrapassa o mero documentar – Armando Queiroz, curador-assistente do 33º Arte Pará (sobre mostra “Entre dois mundos: Pierre Fatumbi Verger e Guy Veloso”). Leia texto na íntegra.

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Guy Veloso. Penitentes, Juazeiro-Bahia, 2015. Digital.

A palavra religião vem do verbo latino religare, que significa religar os homens. Então se essa palavra, se essa força, se essa junção, se essa crença que é a fé pode trazer paz às pessoas, que voltemos à sua origem etimologia no sentido de conectar, e não de separar as pessoas. E ao mesmo tempo insistir que todos devemos respeitar a religião de cada um. No caso das religiões afro-brasileiras, esta violência está extremamente exacerbada, é algo que remonta a momentos obscuros da sociedade ocidental que é impor através de métodos sejam eles psíquicos, políticos, físicos etc. uma idéia sobre o outro. E ao mesmo tempo pensar que a tarefa dos que querem um mundo mais democrático é não só trazer essas religiões afrodescendentes à visibilidade, mas compreender que elas – como Verger compreendeu, como Rubens Valentim – não estão no campo do folclore, elas não estão no campo da superstição, mas elas estão no campo dos valores, os mesmos que ligam as pessoas – Paulo Herkenhoff (pronunciamento na abertura do 33ª Arte Pará, sobre Guy Veloso, artista homenageado – vídeo).

Fotografar temas complexos, como o das seitas religiosas, implica não fazer juízo de valor. Só assim o fotógrafo pode perceber as sutilezas oculta nos simbolismos de uma crença. Guy Veloso rompe o padrão clássico do documentarismo para representar o transe da fé. A experimentação leva o artista a buscar sintonia com seu referente. Ao expandir a linguagem, arriscar-se em seus limites e romper os manuais, realismo e imaginário parecem encontrar um ponto de equilíbrio da representação – Eder Chiodetto, curador, exposição Documental Imaginário, Oi Futuro, Rio de Janeiro-RJ, 2012.

(Peitentes) Ao longo do período de documentação, o fotógrafo ganhou a confiança dos adeptos, conseguindo registrar cem grupos em momentos de profunda introspecção dos devotos, em condições de luz escassa que pouco iluminam suas práticas madrugadas adentro – Rosely Nakagawa, curadora especializada em fotografia, Revista Brasileiros, 2010.

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Guy Veloso. Festa de Exu. Ritual de Tambor de Mina, Belém-PA, 2013. Digital.

Dentre eles, o que flerta mais assumidamente com uma fotografia identificada com os valores modernos é, sem dúvida, o Teatro do Tempo, de Guy Veloso, mas ainda assim insere pequenos ruídos que fogem desse molde, quando foca num detalhe isolado ou percebe o lugar como um espaço de encenação do tempo, sugerido pelo título – Mariano Klautau Filho,  Catálogo do Prêmio Diário Contemporâneo (sobre o ensaio O Teatro do Tempo, 2015).

Guy Veloso realiza cuidadosa negociação prévia, pois só consegue fotografar sentindo-se aceito pela comunidade. Em seus trabalhos autorais utiliza apenas lentes 35mm, pois pretende chegar bem perto das pessoas envolvidas, conhecendo de maneira íntima o fato por trás da lente. Para que isso ocorra, cria um canal de negociação com os sujeitos envolvidos, estabelecendo assim nesse percurso a estética relacional – Heldilene Guerreiro Reale, Dossiê, Arte & Ensaios | revista do ppgav/eba/ufrj | n. 27 | dezembro 2013.

O fotógrafo parece ser parte da situação, sem lançar um olhar estrangeiro sobre ela. Cores, contrastes e pontos desfocados evidenciam o aspecto imaginário da festa – Audrey Furlaneto, jornal O Globo (sobre fotos de Candomblé na exposição Documental Imaginário, Oi Futuro, Rio de Janeiro-RJ), 23.07.2012.

Nos corpos performáticos, o sagrado se materializa, não importa a religião. No claro ou no escuro, há vida. E sempre a poesia, mesmo na mais perturbadora das imagens. Vejo o transe fotográfico – Tyara De La-Rocque, jornalista cultural, para a Revista Benjamim, julho de 2015.

Holly week, 2016. Self-flagellation ritual. Bahia.

Guy Veloso. Autoflagelação, Sobradinho-Bahia, 2016. Digital.

O fotógrafo Guy Veloso, que há vários anos se dedica a registrar cultos e festividades religiosas Brasil afora, reconhece no transe uma complexidade que escapa às palavras e que, por isso mesmo, ele tenta transmitir por meio de imagens captadas em momentos de verdadeiro fervor – Jocê Rodrigues, Revista da Cultura, 10/07/2015.

Um transe entre o documental e o espiritual, onde eu me sinto em uma intimidade absurda e proibida com o outro – Ana Luiza Gomes, Blog Andarilha, 2015.

Veloso se envolve com os ritos profundamente e, portanto, consegue extrair todo potencial imagético que resulta numa representação polissêmica e mágica.” – Anna Carvalho, blog OLD.

Guy Veloso fotografa sem recursos de aproximação ou otimização, e reserva às possibilidades do corpo a maior condicionante daquilo que deseja obter na imagem. Eventos religiosos e espirituais, como o Círio de Nazaré, no Pará, e a festa da Nossa Senhora da Boa Morte, na Bahia, já renderam extensas séries – UOL Entretenimento, 29a Bienal de SP, 2010.

“Penitentes por Guy Veloso reúne imagens com tal força que transcende a imagem” – revista ARTE Brasileiros!. De julho de 2010.

“Imagens de Guy Veloso surpreendido por absurdo, por surreal, pela dissonância completa entre o mundo real eo outro mundo” – Rubens Fernandes Junior, curador.

“Há uma ambigüidade de significado na representação dos homens mascarados quando comparado com o violento Ku Klux Klan, ao chador emblemática de mulheres muçulmanas e os sequestradores contemporâneos que evocam a atmosfera de insegurança tão presente no mundo globalizado” – Angela Magalhães e Nadja Peregrino, curadoras.

“Ele representa, através de seu trabalho, a identidade do seu país e a certidão de nascimento dos habitantes cidades que ele percorreu, revelando seus costumes e tradições de cada região “- Elda Harrington, curadora.

“Guy Veloso entrou no universo particular dos Penitentes, como ele foi considerado um deles, sem necessariamente comunhão de práticas religiosas nos rituais. (…) Guy teve acesso a informações secretas que o grupo nunca ter permitido a outros fotógrafos “- O penitente, Tyara de La-Rocque, Jornalista (texto).

 

 ENGLISH —

“It’s obvious the ambiguous relation between devotion and violence” – Moacir dos Anjos, curator, Visual Art Brasil Program, 29ª Especial Biennale of Sao Paulo, 2nd part, SESC TV, 2011.

“Guy Veloso shows his photos of faith. Not a systematic or dogmatic faith, but those ones who transpire in surreal images and fascinate us by the anxiety” – Simonetta Persichetti, O Estado de São Paulo. Sep. 20th 2010.

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Guy Veloso. Yao de Ewá, Candomblé (african-american ritual), Ananindeua-PA (Amazon), Brazil, 2015. Digital.

“Guy Veloso photos invite to a fallacious experience. The call always seems to matter, but the speech itself is always the color as the virtual tone” – Paulo Herkenhoff, curator and art Critic.

“Guy Veloso journeys between classical documentary photography and ‘imaginary documentation’. It is a new force of Brazilian documentary photography that begins to emerge into the world” – Eder Chiodetto, curator, Photo Magazine, 42, 2012.

“Guy Veloso’s photography was born of his discretion in infiltrating and cultivate intimacy. He use modest equipment, with no optimization or approximation resources of what his naked eye can capture; reserves to the possibilities of the body, its meetings, attachments, errors and wanderings, the biggest determinant of what aims to establish over the image form. In return, the artist wins naturalness and spontaneity from the people, and creates a map that alternates documentary rawness, ambiguity and fantasy (…). The images associate moments of sacrifice and pain of the people in times of worship and entertainment. As a photographer in practice, they open and demystify these hidden ideas and give in return to the public of the Biennial reflection and responsibility for any kind of stigma” – Catalogue of 29th Biennale of São Paulo.

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Guy Veloso. Série “Penitentes”, Salvador-Bahia, 2004.Slide.

“What is the border between documentary photography and art? With Robert Capa, one could no longer draw the line, and Guy Veloso is not that simple. However, recently, Guy’s work was prohibited by an important website for allegedly not being art. Its formal precision, febrile colors and dramatic framing enhance the expression, more than information, but not so convinced all critics. We can infer that such rejection is due to the fact that apparently Guy Veloso to join the portrayed religion, instead of analyzing it with a critical eye. Veloso’s photographic trance reconciles himself with the religious trance, raising a question that is not just theological. Art should invite us to a state of rapture, as the frenzy of the people, or to a reflective look of a strategic distance? Or perhaps both simultaneously?” – Rafael Campos Rocha, DAS ARTES Magazine, Ed. October, 2010.

“Penitentes by Guy Veloso gathers images with such strength that transcends the picture” – ARTE!Brasileiros magazine. July, 2010.

“The first step to shoot a multifaceted subject, like that of religious sects, is not to have their own dogmas and beliefs as a parameter to judge a person’s faith. This is the only the photographer will be able to understand the subtleties hidden in several symbolic layers of a belief. Guy Veloso remained in this quest for over a decade until his work break the classical pattern of documentaries to dive in a renewed aesthetic, in which he puts us in touch with a new range of dimensions. The images thus become organic. It is like we were not seeing photos anymore ‘about’ something but the thing itself. It is sometimes necessary to experiment, expand the language, breaking with the manuals, so that the realism erupt with greater forcefulness” – Eder Chiodetto, curator, the text for the exhibition “Generation 00″ , Belenzinho SESC , Sao Paulo -SP , 2011.

“Guy Veloso’s images surprised by nonsense, by surreal, by the complete dissonance between the real world and the other world” – Rubens Fernandes Junior, curator.

“Kind uncomforting and interesting estrangement, certain strangeness it causes” – Paulo Máttar, artist and curator.

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Guy Veloso. Série “Iemanjá”. Belém-PA, 2014. Slide.

“There is an ambiguity of meaning in the representation of the masked men when compared to the violent Ku Klux Klan, to the emblematic chador of Muslim women and the contemporary kidnappers that evoke the atmosphere of insecurity so present in the globalized world” – Angela Magalhães and Nadja Peregrino, curators.

“Veloso leaded us to a different, fascinating and corporeal world” – Orlando Maneschy, photographer and researcher.

“There are the scenes, but the image, the aesthetic is Guy Veloso himself that leverages the real gathering to the edge of fear” – Marisa Mokarzel, curator.

 

“Guy Veloso’ work consists in give febrile signals from a horde delighted with the faith. It is a document of his tireless and humanist soul by offering us this militant faith” – Walter Firmo, photographer and curator, FotoArte Brasília catalogue, 2005.

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Foto Guy Veloso. Iemanjá, Belém-PA, 2008. Slide.

“This is the multiple and complex universe that Guy takes a look beyond the characteristics of each religion to the Brazilians daily lives” – Joana Mazza, curator.

“Promoter of the witness movement in Brazil, the work of Guy Veloso rescues most of those issues that make the identity of Latin America people. He started to be known in Argentina by his show so-called “Images on this side of the World”, curated by Elda Harrington for Red Cultural del Mercosur in 2007. Guy integrates the new generation of Brazilian authors seduced by the idea of carrying out a subjective and committed record to one of the most important aspects of Brazilian culture and, by extension, Latin American, which refers to the popular religious practices. This led him to be recognized at home and abroad, with a solid work, revealing large and aesthetic values – Fotomundo Magazine, Argentina, 2008.

“He represents, through his work, the identity of his country and the birth certificate of the inhabitants of cities he traveled over, revealing their customs and traditions of each region” –  Elda Harrington, curator.

“The photo maker seems to be part of the situation, without put a foreign look upon it. Colors, contrasts, and diffused pixels enhance the imaginary characteristic of the Candomblé (African-brazilian religion)” – O Globo Newspaper, July, 23rd, 2012.

 

“(Veloso) shows Camdomblé in an organic representation, instable and full of moving, like the one who sees it from inside” – Eder Chiodetto, curator, O Globo Newspaper. July, 23rd, 2012.

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Foto Guy Veloso. Festival de Exu, Belém-PA, 2011. Slide.

Guy Veloso entered into the private universe of Penitents, like he was considered one of them, without necessarily commune of religious practices in the rituals. (…) Guy had access to secret information that the group have never allowed to other photographers – “The Penitent”, Tyara de La-Rocque, Journalist (text).

“His photographs stand to indulge to the full enjoyment of the chromatic game, making his coppery color palette proves through a dense shadow. Such darkness, which offers a nocturnal aura, even for images captured under the blazing sun of noon, would cover up the whole colors, not for the sources of light and shields that reflect and tint its coloring” –Numinous Gestures, Paulo Miyada, curador (text).

“Guy Veloso’s photography has a straight relationship to the performance. Even closely engaged in their ritual, there is something performative in these shrouded men and women, a desire to formally express their belief. Veloso’s trance of faith metaphor takes the activity of looking as a representation of the movements of the world, accentuating that the photographer can also prove to be a performer from the moment his artistic act penetrates the intimacy of believers and joins, literally and symbolically, to them in one pageant, resulting in images full of meanings and representations” –  Cinthya Marques, bachelor of visual arts and researcher.

 

“Guy Veloso’s work takes the light as the main line. From vibrant and saturated color, his photographs resist surrendering to the full enjoyment of the chromatic game, making his coppery color palette proves through a dense shade. Shuch darkness, which lends a night aura even for images captured under the midday sun, would cover up its entire chrome, not for the light sources and the shields reflecting and titing its colors. It is that important, therefore, that these screens are, in most cases, bodies engaged in rites of belief that are themselves acts of searching for some sort of enlightenment. In the exhibition “We must confront the vague images with clear gestures”, a triptych and a diptych of Veloso will be present in which gestures of various rituals are mixed, since sacred cults like Candomblé and Umbanda to the prosaic carnival and ballet”, Paulo Miyada, curator.

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Foto Guy Veloso. Umbanda, Belém-PA, 2015. Digital.

Guy Veloso remained in this quest for over a decade until his work break the classical pattern of documentaries to dive in a renewed aesthetic, in which he puts us in touch with a new range of dimensions. The images thus become organic. It is like we were not seeing photos anymore ‘about’ something but the thing itself. It is sometimes necessary to experiment, expand the language, breaking with the manuals, so that the realism erupt with greater forcefulness” – Eder Chiodetto, curator and photographer , the text for the exhibition “Generation 00” , Belenzinho SESC , Sao Paulo -SP , 2011.

Posted by: guyveloso | 14 de July de 2014

Tambor de Mina. Belém-Pará (Amazônia), 2013.

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Guy Veloso. Ritual de Tambor de Mina, Belém-PA (Amazônia) // Tambor de Mina ritual, Belém-PA (Amazon), Brazil. Digital. 2013.

Posted by: guyveloso | 12 de July de 2016

Mortalhas / Shrouds (site specific)

Projeto MORTALHAS. Convidado para a Biennial of the Americas/2017, Museo de las Americas, Denver-Colorado. // SHROUDS Progect (site specifc). Invited to the  Biennial of the Americas/2017, Museo de las Americas, Denver-Colorado, USA

 

English above

 

MORTALHAS, 2013. (c)  Guy Veloso

São indumentárias ritualísticas autênticas de grupos de Penitentes do sertão (Ceará, Bahia, Sergipe e Pernambuco), entregues ao artista pelos “Decuriões”, os chefes destas confrarias (muitas delas secretas), trasladadas a uma galeria de arte ou sala de museu.

Os mantos depois de recebidos nunca foram lavados. Ainda possuem o cheiro e a egrégora dos religiosos que a usaram. É de se ressaltar que vários deles foram utilizados em rituais de autoflagelação durantes anos. Pelos ícones (cruzes, corações, orbis, sóis, rosas etc.) presentes, é possível fazer um estudo das diferenças simbólicas entre os diferentes grupos e regiões.

Este trabalho artístico de Guy Veloso faz também referência ao velame das naus que aportaram do Brasil há pouco mais de 500 anos trazendo (à força) a fé cristã; como também, às tatuagens dos escravos que abalizavam na pele ora os símbolos de suas origens, ora as marcas de seus algozes (alguns penitentes estão localizados em terras remanescentes de quilombos).

Há também uma identificação clara à heráldica medieval, porém, de uma forma bastante diferente dos livros de história ocidentais. Enquanto os símbolos europeus fazem alusão aos feitos heroicos e insígnias da realeza, constituídos sempre de lustroso ferro e metais nobres, já no caso da “heráldica sertaneja”, ao contrário, embora pensada e estudada pelos seus criadores (a maioria deles analfabetos), sempre usando do seu imaginário geográfico-religioso, há nela uma aura mística, humilde, não ostensiva, isto evidenciado pelo material (panos simples e geralmente gastos pelo tempo) da maioria dos objetos. Mesmo assim, se não na riqueza, a estética destes últimos faz jus aos primeiros.

Forma de exibição.

Colecao GuyVeloso MORTALHAS PENITENTES CARIRI

Museu Histórico do Estado do Pará, Belém, 2014. Artesãos: Joaquim Mulato (Barbalha), Antonio Cruz (Caririaçu) e autores anônimos. Tecido bordado. Coleção do artista.

As indumentárias sagradas são suspensas com fios ou arames e deixadas no teto, balançando às correntes de ar, equidistantes dos visitantes.

São colocadas no mínimo 13 (sugestão à carta de Tarot “Morte”), podendo ser adicionadas outras de acordo com a curadoria/tamanho e forma da galeria (há mais de 50 disponíveis), porém, sempre em número ímpar, conservando uma tradição de várias Ordens de Penitentes.

Curada pelo próprio artista, o projeto Mortalhas foi exibido apenas uma vez, em setembro de 2014, no MHEP – Museu Histórico do Estado do Pará, na mostra “Amazônia Ciclos de Modernidade” (curadoria de Paulo Herkenhoff).

É a primeira vez que o artista usa uma técnica diferente da fotografia, no caso, realizando uma instalação com deslocamento de objetos.

Trata-se de uma derivação do Projeto Anterior de Guy Veloso, Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo (exibido na 29ª Bienal de São Paulo/2010), quando de 2002 até 2015 foram documentados 163 destas Confrarias místicas, de tradição oral e de caráter secreto nas 5 regiões do país.

Segundo o crítico e escritor Ronaldo Entler, “Guy Veloso talvez tenha deixado a fotografia. Ou talvez tenha ido buscá-la em outras formas de encarnação, em manifestações mais sincréticas, mais impuras, como tantas entidades sagradas”.

Mais sobre os Penitentes: Catálogo da 29ª Bienal de São Paulo/2010.16.jpg

Museu Histórico do Estado do Pará, Belém, 2014. Artesãos: Joaquim Mulato (Barbalha), Antonio Cruz (Caririaçu) e autores anônimos. Tecido bordado. Coleção do artista.

 

ENGLISH

Guy Veloso have pictured over 15 years Penitents of Souls Brotherhood (many of them secret) in Brazil, which happens deep inside the country and hardly known.

Altogether, there were 163 groups across 11 states (Pará, Amapá, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Ceará, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná and Santa Catarina), being the first researcher to propose the theory and prove the existence of this secular and oral manifestation all over the 5 regions that the country are geographically and politically divided.

Veloso often used to return, for several years, to the same groups, offering them some photographs. In return, I got ritual objects, including the sacred capes.

Among the capes were given (over 50), Veloso selected the most dramatic ones and make an installation/site specif.

The capes still maintain the smell (something material, maybe) and the egregore (immaterial) of penitents, some of them, who practiced self-flagellation ritual. Throughout the symbolism in it (crosses, hearts etc.), colors and sizes, it is possible to make a study of regional differences between the groups.

Curated by the artist himself, it brings references to the canopies used in the Portuguese ships which have come and settled this country, and also to the heraldry. It’s about a deployment of his last photography project: “Penitents: From the rivers of blood to the fascination of the world”, (which was exhibited at the São Paulo Biennial in 2010 curated by Agnaldo Farias and Moacir dos Anjos).

It is the first time that Guy Veloso uses a tecnique different from photography ( his primary Art), in this case he is using an installation made by objects of the Penitents use.

More about the Penitents (Project/photos by Guy Veloso – eng & port): 29th São Paulo Biennial catalog.

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Embroidered fabric. Guy Veloso’s collection.

 

Posted by: guyveloso | 6 de July de 2016

Romaria de Bom Jesus da Lapa

Guy Veloso docphoto brazil.jpg

Guy Veloso. Romaria de Bom Jesus da Lapa-Bahia, 2001. Slide.

http://www.guyveloso.com

Posted by: guyveloso | 5 de July de 2016

Bio

Documentary photo Brazil.jpg

Guy Veloso. Romaria de Bom Jesus da Lapa-Bahia, 2014. Slide.

English above.

 

Guy Veloso nasceu (1969) e trabalha em Belém-PA, metrópole de 1,5 milhões de habitantes no coração da Amazônia. De formação acadêmica em Direito (1991), é fotógrafo desde 1989 com diversas publicações e mostras nacionais e internacionais.

A convite dos curadores Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos participou da 29a Bienal Internacional de São Paulo/2010.

Foi curador-chefe de Fotografia Contemporânea Brasileira na XXIII Bienal Europalia Arts Festival, Bruxelas-Bélgica, 2011/12.

Artista convidado para a Biennial of the Americas/2017, Museo de las Americas, Denver-Colorado, Estados Unidos.

Compõe os acervos Essex Collection of Art from Latin America (ESCALA), Colchester-Inglaterra; Coleção Nacional de Fotografia, Centro Português de Fotografia, Porto-Portugal; Bilioteca Nacional, Rio de Janeiro; Museu da Fotografia de Curitiba; Banco de Dados Itaú Cultural – Projeto Rumos, 1ª edição; MABE-Museu de Arte de Belém-PA; Coleção Joaquim Paiva/Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; MAR- Museu de Arte do Rio; MAM-Museu de Arte Moderna de São Paulo e Pirelli / MASP.

workshops e palestras no país e exterior.

O assunto “religião” é o mais recorrente, em especial, “o uso do corpo como transcendência”. Fé e cultura popular estão presentes intimamente em seu trabalho como em sua vida. Usa apenas lentes 35mm para, como diz, “ter que chegar ainda mais perto das pessoas”, o que em muitos casos torna-se um verdadeiro “corpo-a-corpo” durante grandes procissões e romarias.

Os projetos de cunho antropológico demoram anos para serem apresentados ao público pela extensa pesquisa. É um fotógrafo que se envolve nos temas pesquisados (em uma Ordem de Penitentes foi iniciado após anos de íntima documentação do grupo).

Neste seu principal projeto em curso, Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo, iniciado em 2012, curado por Rosely Nakagawa, com a expectativa de durar 13 anos, foram já fotografados (até 2015) o total de 161 grupos religiosos laicos de caráter secreto (também conhecidos como “Encomendadores” ou “Alimentadores das Almas”), boa parte deles nunca antes documentados, tendo sido o primeiro pesquisador a provar (e publicar em 2010) a existência de tais singulares manifestações nas 5 Regiões do país.

Em 2014 foi artista homenageado pelo 33º Salão Arte Pará (curadoria Paulo Herkenhoff e Armando Queiros) ganhando mostra na Casa das 11 janelas (dividindo galeria com Pierre Verger na exposição “Entre Dois Mundos: Pierre Fatumbi Verger e Guy Veloso). Em 2015 integra o livro Outras Fotografias na Arte Brasileira do Séc. XXI, de Moacir dos Anjos, Luisa Duarte, Isabel Guedes e Julia Rebouças, Ed. Cobogó.

Possui um dos mais completos bancos de fotografias e vídeos no assunto “religiosidade brasileira” no país.

Já em 1998 realizou, com apoio técnico de Antonio Fonseca, o primeiro vernissage transmitido ao vivo pela Internet no Brasil, um dos pioneiros no mundo. Em 2005 começa a atuar como curador. Em 2007 foi tema de documentário para a TV dirigido por Débora 70 (Canal Brasil). A convite da ONU, em 2008 foi representante do Brasil na exposição “Miradas del Mundo”, Pamplona-Espanha (curadoria Alejandro Castellote).

Em 2005 fez parte do livro Fotografia no Brasil, Um olhar das Origens ao Contemporâneo, de Angela Magalhães e Nadja Peregrino. Em 2007 expôs individualmente na própria fábrica das máquinas e lentes que usa, a Leica, em Solms-Alemanha. Em 2011 participou da mostra Geracao 00 – A Nova Fotografia Brasileira (livro publicado). Em 2012 é catalogado no livro que retrata os 150 anos da Fotografia no país, Um Olhar Sobre o Brasil: A Fotografia na Construção da Imagem da Nação, de Boris Kossoy e Lilia Schwarcz.Em 2014 faz parte da obra  “Outras fotografias na arte brasileira séc. XXI”, livro organizado por Isabel Diegues, em colaboração com Júlia Rebouças, Luisa Duarte e Moacir dos Anjos.

Segundo Moacir dos Anjos, curador, “fica transparente esta relação ambígua entre o que é devoção e o que é violência” (Artes Visuais Brasil, SESC TV, 2011). Semelhante entendimento tem o curador Paulo Miyada: “suas fotografias exploram gestos e feições limítrofes, muito próximas do esgotamento físico, da dor, do delírio e da paixão” (exposição “É preciso confrontar as imagens vagas com os gestos claros”, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo-SP, 2012). “As cenas existem, mas a imagem, a estética é própria de Guy Veloso que potencializa o real lançando-o no limite do medo”, reitera a curadora Marisa Mokarzel.

Em 2012 a convite do 31º Arte Pará curado por Paulo Paulo Herkenhoff e Armando Queirós, expôs individualmente na Igreja Jesuíta de Santo Alexandre (séc. XVIII), exibindo fotos de rituais de matriz africana misturados com cristãos, algo nunca antes ocorrido em um templo católico em Belém-PA, pondo em prática no campo material algo sempre presente em sua poética fotográfica: negociação, risco e diálogo inter-religioso.

 

Individuais (seleção):

.ÊXTASE. Galeria Fidanza, Museu de Arte Sacra, Belém-PA. 30º Salão Arte Pará (artista Convidado), curadoria Paulo Herkenhoff e Armando Queiroz), 2012.

. ALQUIMIA. Espaço Cultural Ateliê da Imagem, Rio de Janeiro-RJ (2010); Galeria 535, Favela da Maré, Rio de Janeiro-RJ, 2010.

. ENTRE A FÉ E A FEBRE: RETRATOS. Festival de Fotografia de Blumenau-SC (2014); Palácio da Justiça, 2º Festival Manaus Bem Na Foto, Manaus-AM (2011); Museo Histórico Provincial, III Festival Internacional de Fotografia de Paraná-Entre Rios, Argentina (2011); Filarmônica Santa Barbara, 36º Encontro Cultural de Laranjeiras, Laranjeiras-SE (2011); Pavilhão das Artes – Palácio da Instrução, Cuiabá-Mato Grosso (2010); Espaço Cultural de Educação Patrimonial, São Cristóvão-SE (2010); IV FotoRio Festival, Espaço Cultural Justiça Federal (2009); III Bienal Argentina de Fotografia Documental, Tucumán-Argentina (2008); Festival Photo Pirenópolis-GO (2008); Galeria Zoom, Paraty-RJ (2008); Galeria J.Inácio, Biblioteca Pública Epifânio Dória, Aracaju-SE (2008); Leica Gallery, Solms-Alemanha (2007); Teatro ICEIA, Fundação Cultural do Estado, Salvador-BA (2007); Galeria do Conselho, Salvador-Bahia, Festival Agosto da Fotografia (2007); Universidade San Tomás, Santiago-Chile (2007); MAC- Museu de Arte Contemporânea, II Fotoamerica – Festival Chileno de Fotografia, Santiago-Chile (2006); Galeria Fidanza, Museu de Arte Sacra de Belém-PA (2006); Galeria Stella Isaac, Fotoarte Goiás, Goiânia-GO (2005); Teatro Nacional, Fotoarte Brasília (Festival of Light), Brasília-DF (2005).

. SHANTI. Congreso Comunidad 2000, III Encuentro de Imagen Comunitaria, Havana-Cuba (2000); 5o Colóquio Ibero-Americano de Fotografia de Havana-Cuba (1998);  Galeria Theodoro Braga de Belém (1998); 2ª Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba (1998).
Mostras coletivas (seleção):

.Pororoca. MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro. Curadoria Paulo Herkenhoff. 2014.

.Entre dois mundos. Casa das 11 Janelas, Belém-PA. Curadorua Paulo Herkenhoff e Armando Queiros, 2014 (dividindo galeria com Pierre Verger).

. Além de um lugar. Caixa Cultural Brasília. Curadoria Marisa Morkazel, 2014 (com catálogo)

O Abrigo e o Terreno (Arte e Sociedade no Brasil 1). MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro. Curadoria Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff. 2013.

. Um Olhar Sobre o Brasil: A Fotografia na Construção da Imagem da Nação. Curadoria de Boris Kossoy e Lilia Moritz Schwarcz. Instituto Tomie Ohtake, São Paulo-SP (2012); CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro-RJ (2012);  CCBB- Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília-DF (2013). Livro publicado.

É preciso confrontar as imagens vagas com os gestos claros, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo-SP, 2012. Curadoria Paulo Miyada.

Amazônia Ciclos de Modernidade. CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, 2012 (apresentando imagens do Círio em vídeo dirigido por Camilla Kzan); MHEP – Museu Histórico do Estado do Pará, Belém-PA (apresentando instalação “Mortalhas”), 2014. Com Catálogo. Curadoria Paulo Herkenhoff.

. GERAÇÃO 00 – A Nova Fotografia Brasileira”, SESC Belenzinho, São Paulo-SP. Com Livro. Curadoria Eder Chiodetto (2011).

. Documental Imaginário. OI Futuro, Rio de Janeiro-RJ. Curadoria Eder Chiodetto, 2011.

. Caminhos da Fé. Festival Internacional de Fotografia PhotoVisa-Krasnodar, Rússia. Curadoria Angela Magalhães e Nadja Peregrino (2011).

. XXIX Bienal Internacional de São Paulo, curadoria Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias. Com catálogo (2010).

. Um Certo Brasil. Pingyao International Photography Festival (PIP), Curadoria Angela Magalhães, Nadja Peregrino e Michael Ende, Pingyao-China (2010).

. Imágenes de este Lado del Mundo. Red Cultural del Mercosur (Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Venezuela, Brasil e Bolívia (2007/2009).

. Miradas del Mundo. Pamplona-Espanha (2008), produção UNESCO. Curadoria Alejandro Castellote.

. Brush Whith Light, Riverfront Arts Centre, Port City, País de Gales-Reino Unido. Curadoria Patricia Costa (2010).

. Itinerarium – O Caminho de Santiago em Castilla y León”, curadoria Amador Griñó e Wilson Lazaro, Museu Afro-Brasil, São Paulo-SP (2008) e Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro-RJ (2009).

. Modern Photographic Expression of Brazil, ZAIM – For Artists and Arts Organizations, organized by the Photographic Society of Japan, Official event of the Centennial Celebrations of Japanese Immigration to Brazil (catálogo), Yokohama-Japão (2008).

. Contigüidades – Arte Paraense dos anos 70 aos anos 2000. Museu Histórico do Estado do Pará. Curadoria Orlando Maneschy, Marisa Morcazel e Alexandre Sequeira. Belém-PA (2008).

. Act of Faith, 13º. Noorderlicht Photofestival, Groningen, Holanda (2007) / School of Humanities and Journalism, Poznan- Polônia (2008)/Warsaw School of Social Psychology, Warsaw-Polônia (2008) /Abdijmuseum Ten Duinen, Bélgica (2010). Livro publicado.

. Une Certain Amazonie, Bibliothéque Saint John, Saint-Denis-França, 2005; MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 2005; Caixa Econômica, Brasília, 2005; Centro de Arte Dragão do Mar, Fortaleza-CE, 2004; Casa das 11 Janelas, Belém-PA, 2003; Centro Português de Fotografia de O Porto-Portugal (2000). Com catálogo.

. Firstsite Gallery, Colchester-Inglaterra, 2004.

. Salão Arte Pará, Fundação Rômulo Maiorana (“Grande Prêmio de Fotografia”) Belém-PA, 2000. Com catálogo.

. 5oMês da Fotografia de Quito-Equador(1999); Instituto Cultural Brasileiro de Berlim-Alemanha (1999).

.Nikon Photo Contest, Tokio-Japão, 1999. Com catálogo.

. 2º Foto Norte, Museu de Arte do Estado, Belém-PA, 1999; Galeria Funarte de Fotografia do Rio de Janeiro, 1996 (com livro).

. 1ª Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba (com livro), 1988.

. Museu da República, Rio de Janeiro, 1996.

. Casa da Fotografia Fuji de São Paulo, 1996. Curadoria Rosely Nakagawa.

. 2o Internacional Photo Meeting de São Paulo, 1995 (com catálogo).

. Galeria IBAC de Fotografia, Rio de Janeiro-RJ, 1993.

. Galeria Ângelus (dividindo galeria com Fernando Del Pretti), Teatro da Paz, Belém-PA, 1989.

Textos críticos (Link).

 

ENGLISH

 

Guy Benchimol Veloso was born in 1969 and works in Belém, a metropolis of 1.5 million inhabitants in the heart of the Amazon. Graduated in Law (1991), he is a photographer since 1989 with several national and international publications.

Invited by the curators Agnaldo Farias and Moacir dos Anjos, the latest project of Guy Veloso, Penitents: Blood Rites of the fascination to the World’s End, attended the 29th International Biennial of Art of São Paulo/2010.

In 2011 he was Chief-curator of the Brazilian Contemporary Photography Section in the XXIII Bienal Europalia Arts Festival in Brussels – Belgium.

It’s part of the Essex Collection of Art from Latin America (ESCALA), Colchester – England; the National Photography Collection, Portuguese Center of Photography, Porto-Portugal; Pirelli / MASP – Arte Museum of Sao Paulo, Joaquim Paiva / MAM- Museum Modern Art in Rio de Janeiro; MAR-Rio Museum of Art and MAM- Museum of Modern Art in Sao Paulo.

He makes use of 35mm lenses for, as he says, “getting closer to the people,” which in many cases becomes a true “infighting” in the middle of processions on the streets. The focus “religion” is the applicant, in particular, “the use of the body as transcendence”.

The anthropological projects take years to be presented to the public through extensive research.

In 1998 held, with technical support from Antonio Fonseca, the first vernissage broadcasted online in Brazil, first in the world. In 1999 launched the book (text and photos) Milky Way, now in 7th edition. In 2005 started his carrier as curator. In the same year he launches the book Photography in Brazil: A Look from the Origins to the Contemporary by Angela Magalhães e Nadja Peregrino. In 2007 he exhibited individually at the company where the lenses and machines he uses are made, Leica, in Solms – Germany.

According Rubens Fernandes Junior, curator, “Guy Veloso’s images surprised by nonsense, by surreal, by the complete dissonance between the real world and the other world”. “Veloso leads us to a stranger country, fascinating and physical”, added Orlando Maneschy, photo maker and researcher.

In 2011 took part in the show “Generation 00 – The New Brazilian Photography” with curatorial of Eder Chiodetto. In 2012 took part of the book “150 Years of Photography in Brazil” by Boris Kossoy.

 

Solo ehxibitions (selection):

.ÊXTASE. Galeria Fidanza, Museu de Arte Sacra, Belém-PA. 30º Salão Arte Pará (artista Convidado), curadoria Paulo Herkenhoff e Armando Queiroz), 2012.

. ALQUIMIA. Espaço Cultural Ateliê da Imagem, Rio de Janeiro-RJ (2010); Galeria 535, Favela da Maré, Rio de Janeiro-RJ, 2010.

. ENTRE A FÉ E A FEBRE: RETRATOS. Festival de Fotografia de Blumenau-SC (2014); Palácio da Justiça, 2º Festival Manaus Bem Na Foto, Manaus-AM (2011); Museo Histórico Provincial, III Festival Internacional de Fotografia de Paraná-Entre Rios, Argentina (2011); Filarmônica Santa Barbara, 36º Encontro Cultural de Laranjeiras, Laranjeiras-SE (2011); Pavilhão das Artes – Palácio da Instrução, Cuiabá-Mato Grosso (2010); Espaço Cultural de Educação Patrimonial, São Cristóvão-SE (2010); IV FotoRio Festival, Espaço Cultural Justiça Federal (2009); III Bienal Argentina de Fotografia Documental, Tucumán-Argentina (2008); Festival Photo Pirenópolis-GO (2008); Galeria Zoom, Paraty-RJ (2008); Galeria J.Inácio, Biblioteca Pública Epifânio Dória, Aracaju-SE (2008); Leica Gallery, Solms-Alemanha (2007); Teatro ICEIA, Fundação Cultural do Estado, Salvador-BA (2007); Galeria do Conselho, Salvador-Bahia, Festival Agosto da Fotografia (2007); Universidade San Tomás, Santiago-Chile (2007); MAC- Museu de Arte Contemporânea, II Fotoamerica – Festival Chileno de Fotografia, Santiago-Chile (2006); Galeria Fidanza, Museu de Arte Sacra de Belém-PA (2006); Galeria Stella Isaac, Fotoarte Goiás, Goiânia-GO (2005); Teatro Nacional, Fotoarte Brasília (Festival of Light), Brasília-DF (2005).

. SHANTI. Congreso Comunidad 2000, III Encuentro de Imagen Comunitaria, Havana-Cuba (2000); 5o Colóquio Ibero-Americano de Fotografia de Havana-Cuba (1998);  Galeria Theodoro Braga de Belém (1998); 2ª Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba (1998).
Grupe ehxibitions (selection)

.Entre dois mundos. Casa das 11 Janelas, Belém-PA. Curadorua Paulo Herkenhoff e Armando Queirós, 2014 (dividindo galeria com Pierre Verger).

. O Abrigo e o Terreno (Arte e Sociedade no Brasil 1). MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro. Curadoria Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff. 2013.

. Um Olhar Sobre o Brasil: A Fotografia na Construção da Imagem da Nação. Curadoria de Boris Kossoy e Lilia Moritz Schwarcz. Instituto Tomie Ohtake, São Paulo-SP (2012); CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro-RJ (2012);  CCBB- Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília-DF (2013). Livro publicado.

É preciso confrontar as imagens vagas com os gestos claros, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo-SP, 2012. Curadoria Paulo Miyada.

Amazônia Ciclos de Modernidade. CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, 2012 (apresentando imagens do Círio em vídeo dirigido por Camilla Kzan); MHEP – Museu Histórico do Estado do Pará, Belém-PA (apresentando instalação “Mortalhas”), 2014. Com Catálogo. Curadoria Paulo Herkenhoff.

. GERAÇÃO 00 – A Nova Fotografia Brasileira”, SESC Belenzinho, São Paulo-SP. Com Livro. Curadoria Eder Chiodetto (2011).

. Documental Imaginário. OI Futuro, Rio de Janeiro-RJ. Curadoria Eder Chiodetto, 2011.

. Caminhos da Fé. Festival Internacional de Fotografia PhotoVisa-Krasnodar, Rússia. Curadoria Angela Magalhães e Nadja Peregrino (2011).

. XXIX Bienal Internacional de São Paulo, curadoria Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias. Com catálogo (2010).

. Um Certo Brasil. Pingyao International Photography Festival (PIP), Curadoria Angela Magalhães, Nadja Peregrino e Michael Ende, Pingyao-China (2010).

. Imágenes de este Lado del Mundo. Red Cultural del Mercosur (Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Venezuela, Brasil e Bolívia (2007/2009).

. Miradas del Mundo. Pamplona-Espanha (2008), produção UNESCO. Curadoria Alejandro Castellote.

. Brush Whith Light, Riverfront Arts Centre, Port City, País de Gales-Reino Unido. Curadoria Patricia Costa (2010).

. Itinerarium – O Caminho de Santiago em Castilla y León”, curadoria Amador Griñó e Wilson Lazaro, Museu Afro-Brasil, São Paulo-SP (2008) e Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro-RJ (2009).

. Modern Photographic Expression of Brazil, ZAIM – For Artists and Arts Organizations, organized by the Photographic Society of Japan, Official event of the Centennial Celebrations of Japanese Immigration to Brazil (catálogo), Yokohama-Japão (2008).

. Contigüidades – Arte Paraense dos anos 70 aos anos 2000. Museu Histórico do Estado do Pará. Curadoria Orlando Maneschy, Marisa Morcazel e Alexandre Sequeira. Belém-PA (2008).

. Act of Faith, 13º. Noorderlicht Photofestival, Groningen, Holanda (2007) / School of Humanities and Journalism, Poznan- Polônia (2008)/Warsaw School of Social Psychology, Warsaw-Polônia (2008) /Abdijmuseum Ten Duinen, Bélgica (2010). Livro publicado.

. Une Certain Amazonie, Bibliothéque Saint John, Saint-Denis-França, 2005; MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 2005; Caixa Econômica, Brasília, 2005; Centro de Arte Dragão do Mar, Fortaleza-CE, 2004; Casa das 11 Janelas, Belém-PA, 2003; Centro Português de Fotografia de O Porto-Portugal (2000). Com catálogo.

. Firstsite Gallery, Colchester-Inglaterra, 2004.

. Salão Arte Pará, Fundação Rômulo Maiorana (“Grande Prêmio de Fotografia”) Belém-PA, 2000. Com catálogo.

. 5oMês da Fotografia de Quito-Equador(1999); Instituto Cultural Brasileiro de Berlim-Alemanha (1999).

.Nikon Photo Contest, Tokio-Japão, 1999. Com catálogo.

. 2º Foto Norte, Museu de Arte do Estado, Belém-PA, 1999; Galeria Funarte de Fotografia do Rio de Janeiro, 1996 (com livro).

. 1ª Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba (com livro), 1988.

. Museu da República, Rio de Janeiro, 1996.

. Casa da Fotografia Fuji de São Paulo, 1996. Curadoria Rosely Nakagawa.

. 2o Internacional Photo Meeting de São Paulo, 1995 (com catálogo).

. Galeria IBAC de Fotografia, Rio de Janeiro-RJ, 1993.

. Galeria Ângelus (dividindo galeria com Fernando Del Pretti), Teatro da Paz, Belém-PA, 1989.

 

CRITICS.

 

Posted by: guyveloso | 4 de July de 2016

Tambor de Mina. Belém-PA.

umbanda doc brazil african america.jpg

(c) Guy Veloso. Ritual de Tambor de Mina. Belém-PA // African American ritual, Belém-PA (Amazon), Brazil.

http://www.guyveloso.com

Posted by: guyveloso | 4 de July de 2016

Série Alquimia / Alchemy Series.

Docphoto brazil Guy Veloso.jpg

Guy Veloso. Procissão de Nossa Senhora de Fátima, Belém-PA, 2004. Slide.

http://www.guyveloso.com

Posted by: guyveloso | 2 de July de 2016

Romaria de Bom Jesus da Lapa

Bom Jesus Lapa doc photography.jpg

Guy Veloso. Romaria de Bom Jesus da Lapa-Bahia, 2002. Slide.

http://www.guyveloso.com

 

Posted by: guyveloso | 1 de July de 2016

Iemanjá

Salvador Iemanja docphoto brazil.jpg

(c) Guy Veloso. Festa de Iemanjá, Salvador-Bahia, 2001. Negativo.

http://www.guyveloso.com

Posted by: guyveloso | 30 de June de 2016

Iemanjá, Salvador-Bahia, 2001.

salvador 2011 praia004.jpg

(c) Guy Veloso. Festa de Iemanjá, Salvador-Bahia, 2001. Negativo.

http://www.guyveloso.com

Posted by: guyveloso | 19 de June de 2016

Penitentes / Penitents project (2002-2016)

Fotografia documental documentary photography Latin American

Fotografia documental documentary photography Latin American

Fotografia documental documentary photography Latin AmericanGuy Veloso. Ensaio Penitentes (2002-2016). Penitents ritual, Brazil.  guyveloso@hotmail.com

 

Catálogo/catalog (29a BIENAL de SP): https://issuu.com/guyvelo…/…/penitentes_-_cat__logo_v11_issu

Zum#3 –Texto de José de Souza Martins, 2013: http://revistazum.com.br/revista-zum-3/a-fe-na-encruzilhada/

 

 

 

Posted by: guyveloso | 24 de May de 2016

Penitentes.

“A fotografia de Guy Veloso nasceu do seu poder discricionário na infiltração e cultivar a intimidades”- Catálogo de 29 Bienal de São Paulo.

Fotografia documental documentary photography Latin American

 

Guy Veloso. Ritual de Encomendação das Almas, Petrolina-PE, 2016. Digital.

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