Posted by: guyveloso | 9 de June de 2015

Penitentes

Penitentes. Guy Veloso

Guy Veloso. Penitentes, Ceará, 2004. Negativo.

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Guy

Posted by: guyveloso | 1 de June de 2015

Marujada de São Benedito, Braganca-PA, Amazônia

Guy Veloso. Marujada de São benedito, Bragança-Pará, 2013. Digital.

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marijada de braganca

Posted by: guyveloso | 16 de May de 2015

Crítica de Heldilene Reale

Guy Veloso realiza cuidadosa negociação prévia, pois só consegue fotografar sentindo-se aceito pela comunidade. Em seus trabalhos autorais utiliza apenas lentes 35mm, pois pretende chegar bem perto das pessoas envolvidas, conhecendo de maneira íntima o fato por trás da lente. Para que isso ocorra, cria um canal de negociação com os sujeitos envolvidos, estabelecendo assim nesse percurso a estética relacional – Heldilene Guerreiro Reale, Dossiê, Arte & Ensaios | revista do ppgav/eba/ufrj | n. 27 | dezembro 2013.

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Guy Veloso. Umbanda, Pai Pingo, Belém-PA, 2015. Digital.

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Guy

Há uma atmosfera onde as fronteiras entre o documental, real, surreal, espiritual se confundem, ou melhor: é fascinante esta fusão. Afinal como documentar o espiritual? Guy Veloso fez isso com a luz. Parecia impossível representar o pensamento, mas um dia foi feito uma escultura, assim, vejo a energia que as cores das imagens emergem – Erica Oliveira, estudante de Artes Visuais, 2014.

Penitentes GuyVeloso documentaryphotograpy brazilianart

Foto Guy Veloso. Penitentes, Juazeiro-Bahia, 2004. Slide. 29a Bienal de SP/2010.

A palavra religião vem do verbo latino religare, que significa religar os homens. Então se essa palavra, se essa força, se essa junção, se essa crença que é a fé pode trazer paz às pessoas, que voltemos à sua origem etimologia no sentido de conectar, e não de separar as pessoas. E ao mesmo tempo insistir que todos devemos respeitar a religião de cada um. No caso das religiões afro-brasileiras, esta violência está extremamente exacerbada, é algo que remonta a momentos obscuros da sociedade ocidental que é impor através de métodos sejam eles psíquicos, políticos, físicos etc. uma idéia sobre o outro. E ao mesmo tempo pensar que a tarefa dos que querem um mundo mais democrático é não só trazer essas religiões afrodescendentes à visibilidade, mas compreender que elas – como Verger compreendeu, como Rubens Valentim – não estão no campo do folclore, elas não estão no campo da superstição, mas elas estão no campo dos valores, os mesmos que ligam as pessoas – Paulo Herkenhoff (pronunciamento na abertura do 33ª Arte Pará, sobre Guy Veloso, artista homenageado, Fundação Rômulo Maiorana, Belém-PA, 09.10.2014).

Vwja no: https://www.youtube.com/watch?v=6AdyJgBN4Yc

Umganda

Foto: Guy Veloso. Dia de Exu, Terreiro de Mina do Rei Sebastião e Toya Jarina, Belém-PA, 2013. Digital.

Posted by: guyveloso | 4 de May de 2015

Crítica de Paulo Herkenhoff

Crítica de Paulo Herkenhoff no catálogo da exposição Pororoca, MAR-Museu de Arte do Rio, 2014
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Guy Veloso viu o mundo, ele começava em Belém,
no Círio de Nazaré. No Pará estava a matriz da diversidade
e, na arte, sua possibilitação de convivência
na diversidade.1 Para isso, é necessário transcender
a noção de homem bíblico.2 Se para um Pierre
Verger turista-fotógrafo-antropólogo urgia deixar
Paris, não importa para onde fosse pelos continentes,
até mesmo atravessar a Belém amazônica, para
Veloso é preciso partir de Belém e a ela voltar sempre.
De toda a fotografia de Belém, até mesmo do Círio
de Marcel Gautherot ou dos rituais afro-brasileiros
de Pierre Verger, Guy Veloso representou profundamente
a interpretação polissêmica integrada inter-
-religiosa, reduziu-a a um ato único, o êxtase do alvo
e a contorção do tempo da câmera caçadora nos domínios
do sagrado. O transe é fusão extática do corpo
apropriado e dobrado pela fé, da excitação significante
do fotógrafo e da contemplação do espectador.
O caudal imagético – que se faz no tempo e nele se
condensa – é mantra visual que se repete, reinventa,
ora, imbrica, diferencia, aproxima e desdobra entre
os meandros do cortejo visual da diferença. Isso é
o caudal amazônico de body languages por almas as
adas de seus corpos. Já não é o corpo tomado, mas
o próprio corpus de imagens que se transfigura em
olhar. Daí, a experiência da arte de Veloso ser o encontro
com um corpus em êxtase.
Guy Veloso articula encontros de fé.3 A câmera é
tenaz na aliança por imagens da arca da diversidade
religiosa do Brasil, das diferenças e das convergências.
Em tempo de insidiosa intolerância das doutrinas
fundamentalistas no Brasil e no mundo, o artista
aposta na arte como instância de diálogo e de entendimento
para a construção do respeito devido por todos
a cada um. Nessa compreensão está seu diagrama
de convivência social e um sentido político de igualdade
e razão contemporânea para a ideia de religião.
Há na obra dele a produção de conhecimento, como
no filósofo e historiador das religiões Mircea Eliade,
sobre o fenômeno do sagrado e não, simplesmente, a
antropologia visual da religião. Eliade hierarquiza as
religiões, tais como as “rudimentares”, mas seus estudos
sobre o sagrado, a festa e a guerra demarcam
estratégias para os ritos, demarcados para originar “gestos importantes
e fé bastante para os fazer parecer necessários”, essenciais à vida.4
Na romaria fotometafísica de Guy Veloso, o grande
curso público da fé funde-se num essencialismo imagético
e unificado pelo transe. Imagens em estado de
devir Outro. Na arte de Veloso, o transe é para todas
[as religiões], como a histeria é para todos [os sujeitos]
na produção de Louise Bourgeois. O igualamento
acima de todas as verdades autoproclamadas como
absolutas. O psiquiatra Charcot e o filósofo Georges
Didi-Huberman demonstraram a mesma origem comum
e a fala contorcida do corpo sem escuta. Entre
o esconjuro, o descarrego e a autoflagelação – fala-se
agora da arte de Veloso – a dependência entre a conversão,
o inferno e a fortuna, como ocorre em algumas
religiões rentistas por denegação loquaz, conceito
freudiano, em que o Não termina como Sim.
A fotografia de Guy Veloso desdobra-se em ângulos
de captura da cena de exercício da fé. O conjunto
transita entre a interioridade do Ser, o êxtase diante
do Outro e o corpo em estado de sublimação. “Pode-
-se rezar sem compreender as palavras”, afirma Jacques
Derrida, pois, “a oração é um ato. Faz-se ago,
mesmo se o significado permaneça opaco.”5 Portanto,
se é possível rezar sem entender as palavras, a obra de
Veloso é oferta do significante ao espectador, não importa
sua religião, para momentos de encontro com
o inominado. Contra as primazias e fundamentalismos
religiosos, o artista aponta para a etimologia da
palavra religião e a ideia de “religar” os homens acima
de seus conflitos porque os terrorismos em nome
das religiões monoteístas recorrem ao fogo – armas,
coquetéis molotov, explosivos, ameaças de Inferno e
culpa – para construir sua entropia de Deus. O corpo,
nessas imagens de Guy Veloso, explode em notações
pela luz prodígio.
 
Paulo Herkenhoff
1 Paráfrase da grande pintura de Cícero Dias Eu vi o mundo… E ele começava no Recife
(1931).
2 REHFELD, Walter I. Tempo e religião. São Paulo: Perspectiva, 1988.
3 O substantivo fé está no singular, evitado o plural que é diviso em muitas possibilidades
conflitantes.
4 ELIADE, Mircea. O homem e o sagrado. Sem tradutor. Lisboa: Edições 70, 1988.
p. 161.
5 DERRIDA, Jacques. Body of prayer. Conversa com David Shapiro e Michael Govrin.
Kpm Skapich (ed.). Nova York, The Irwin S. Chanin School of Architecture, 2001. p. 59.
Posted by: guyveloso | 9 de January de 2015

Círio de Nazaré, Belém-PA

Círio de Nazare, Belém PARÁ Brasil Brazil

Guy Veloso. Círio de Nazaré (Patrimônio Imaterial da Umanidade – Unesco), Belém-PA, 2004. Slide [Cirio procession, Belém-PA (Amazon), Brazil].

http:www.guyveloso.com

 

Posted by: guyveloso | 9 de January de 2015

MORTALHAS [Shrouds]

1 Mortalhas FINAL frente 2 Mortalhas dinal port 3 Mortalhas final ingl

Livro_fotografiabrasileira_01 Livro_fotografiabrasileira_02 Livro_fotografiabrasileira_03 Livro_fotografiabrasileira_04

 

Outras Fotografias na Arte Brasileira Séc. XXI [Other Photographies in Brazilian Art 21st Century]

Livro de Moacir dos Anjos, Isabel Diegues, Luisa Duarte e Júlia Rebouças.

ARTISTAS: Alice Miceli, Ana Lira, Ayrson Heraclito, Bárbara Wagner, Berna Reale, Claudia Andujar. Cinthia Marcelle, Mauricio Dias & Walter S Riedweg, Gabriel Mascaro, Gilvan Barreto, Guy Veloso, João Weiner, Jonathas de Andrade, Lais Myrrha, Miguel Rio Branco, Paulo Nazareth, Pedro David, Pio Figueiroa, Rivane Neuenschwander, Romy Pocztaruk, Rosangela Renno, Sara Ramo Affonso, Virginia de Medeiros e Yuri Firmeza.

“Em Veloso, vemos como, através do corpo, instaura-se a presença de vibrações intensivas intempostíveis, a partir da devoção e da crença religiosa” – Isabel Dieges [“In Veloso, we see how, thought the body, the presence of imperceptible intense vibrations based on devotion and religious belief is established”].

Editora Cobogó.

African american ritual brazil

Foto Guy Veloso.

Festival de Iemanjá, Belém-PA (Amazonia), 2013. Digital //Iemanja festival. African American rituals. Belém-PA (Amazon), Brazil, 2013.

http://www.guyveloso.com

 

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